Protestos na China derrubam mercados; Lula toma frente das negociações da PEC, após 2 semanas afastado

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As bolsas da Europa e os futuros de Nova York operam em baixa nesta segunda-feira (28), em meio a um mercado avesso ao risco por causa dos protestos contra a aplicação de duras restrições na China, relacionadas à política de Covid-zero do governo de Xi Jinping. Segundo o Danske Bank, Pequim está em uma “encruzilhada” ao ter de escolher entre “permitir que o vírus se espalhe mais ou implemente restrições mais rígidas que podem levar a ainda mais protestos”. 

Nas praças europeias, o governo do Reino Unido anunciou que pretende liberar 1 bilhão de libras em financiamento para projetos residenciais de isolamento a partir do ano que vem, ampliando o acesso a um tipo de auxílio antes disponível apenas para famílias mais pobres. A ideia é que o esquema de financiamento, que ficará em vigor por três anos, até março de 2026, ajude o governo britânico a cumprir sua meta recém estipulada de reduzir o consumo de energia em 15% até 2030.

O Reino Unido enfrenta uma grave crise energética, que tem ajudado a impulsionar a inflação doméstica aos maiores níveis em mais de quatro décadas, uma vez que os custo dos gás natural saltaram por toda a Europa em meio à guerra da Rússia na Ucrânia.

Na Ásia, as bolsas também encerraram no vermelho, pressionadas pela aversão global ao risco devido aos protestos na China. O episódio adiciona uma nova camada de incerteza quanto à economia do gigante asiático, que recentemente flertou com o relaxamento de restrições.

A agenda internacional desta semana tem como destaque o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que discursa em evento do Instituto Brookings na quarta-feira (01). O Fed ainda divulga seu Livro Bege, no mesmo dia. 

Entre os indicadores, o payroll americano de novembro, divulgado na sexta-feira (02), é o foco. Além disso, há a publicação da segunda revisão do PIB dos Estados Unidos no terceiro trimestre e do índice de preços ao consumidor (CPl) da Zona do Euro em novembro, ambos na quarta-feira. 

Por aqui, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa, em Brasília, uma série de reuniões para tentar destravar a PEC de Transição, que pretende tirar o Bolsa Família do teto de gastos e abrir espaço fiscal no Orçamento do ano que vem. 

A chegada de Lula ocorre em meio à pressão para que ele anuncie o quanto antes um ministro da Fazenda que encabece as tratativas. O principal cotado para a pasta é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Hadadd (PT), que acompanha o petista na viagem decisiva.

Até então, a única agenda confirmada é uma reunião entre Lula e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) nesta segunda-feira, às 11h30, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição.

Lula desembarcou em Brasília na noite de ontem e, até sexta-feira, vai se reunir com as principais lideranças políticas do Congresso, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. 

O petista passou duas semanas afastado das negociações: na primeira, foi ao Egito para a Conferência da ONU do Clima, a COP-27; na segunda, ficou em casa para se recuperar de uma cirurgia de retirada de lesão nas cordas vocais. Nesse período, a articulação ficou a cargo de Alckmin e da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Entre os indicadores, as vendas no varejo cresceram 6,9% na Black Friday ante a mesma data no ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O e-commerce registrou alta de 21,1% enquanto o faturamento no universo físico subiu 5,4%. Na avaliação do Superintendente de Dados e Inovação da Cielo, Vitor Levi, a Black Friday tem se fortalecido de 2020 para cá principalmente por causa do canal e-commerce, cada vez mais inserido na rotina dos consumidores.

Na agenda econômica, a FGV publica a confiança da indústria às 8h, e o Banco Central divulga o Relatório Focus às 8h25. Às 9h, o Banco Central reporta a Nota de Crédito de outubro.

Amanhã, a agenda conta com o IGP-M de novembro e a confiança do comércio e de serviços, ambas de novembro. Além disso, a Receita Federal anuncia a arrecadação de outubro.

Na quarta-feira (30), o IBGE divulga a taxa de desemprego e o BC anuncia o setor público consolidado de outubro. 

Na quinta-feira (01), a agenda conta com PIB do terceiro trimestre, IPC-S de novembro e o PMI industrial do mesmo mês. A produção industrial de outubro fica para sexta-feira (02).

Desempenho dos principais índices às 7h55:

🇺🇸 S&P Futures -0,83%

🇩🇪 DAX -0,87%

🇺🇸 Nasdaq -0,95%

🇬🇧 FTSE -0,43%

🇫🇷 CAC -0,84%

🛢 Petróleo Brent -3,20%

🛢 Petróleo WTI -3,17%

💵 Índice Dólar -0,45%

🇺🇸 S&P VIX +9,41%

🇧🇷 EWZ -3,18%

💰 Bitcoin -2,06%

💲 Ethereum -3,66%

 

(Com Agência Estado)

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