Próxima semana tem dados de inflação do Brasil e EUA, além de oportunidade em DEFI11

A partir das cartas de gestores e de pesquisa interna da XP Investimentos, o TradeNews teve acesso às perspectivas das principais gestoras de fundos do Brasil para o cenário político-fiscal do país do próximo ano
Panorama de 8 a 12 de julho

O Ibovespa acumulou 1,91% de alta na última semana. Após o dólar bater máxima de R$ 4,70, investidores tiveram espaço para respirar diante de falas de Lula quanto ao quadro fiscal e do payroll americano. 

O presidente da República disse na última quarta-feira (03) que a responsabilidade fiscal é um compromisso de seu governo. 

Já nos EUA, o relatório oficial do mercado de trabalho apontou a criação de 206 mil novos empregos em junho, superando as expectativas de 190 mil do mercado. O indicador sugere uma economia mais aquecida, jogando lenha nas projeções de cortes de juros do Federal Reserve (Fed). 

Na próxima semana, os índices de inflação ao consumidor no Brasil e nos EUA são os indicadores econômicos de destaque. No cenário interno, os dados de vendas no varejo e volume de serviços de maio concederão um raio-x mais detalhado dos impactos das chuvas no Rio Grande do Sul na atividade econômica brasileira, de acordo com os especialistas do Investing.com. 

No exterior, a expectativa é pelo início da temporada de balanço das empresas listadas em Wall Street, tradicionalmente começando pelos bancos. 

Radar de Proventos

Na próxima terça-feira (09) ficam “ex-dividendos” os ativos do Banco Pine [PINE4], enquanto Rede D’Or [RDOR3] e Cruzeiro do Sul Educacional [CSED3] ficam ex na quinta-feira (11). 

Panorama do Ibovespa

O Ibovespa apresentou “excelente correção” do movimento de baixa que tinha iniciado em maio, atingindo quase a região da linha de tendência de baixa, diz o analista técnico Filipe Borges. “Com isso, a gente já tem o terceiro dia de lateralidade no índice Bovespa.” 

O analista recomenda cautela para novas compras, explicando que algumas ações, embora estejam em tendência de queda, já apresentaram altas, de 10% a 25% – consideradas por Filipe como região de correção, portanto um indicativo de que haverá novo recuo em breve.

“Atenção se o mercado continuar subindo na região dos 127.500 pontos e ficar de olho na perda na semana que vem dos 123.600, que pode retomar a movimentação de baixa.”

Dicas de Trades

Hashdex DeFi Index [DEFI11]

O papel consiste em um ETF do universo cripto, “com ótimos ativos dentro”, diz Filipe, que também categoriza DEFI11 como “um dos ETFs que eu mais gosto fora os que têm apenas Bitcoin e Ethereum”. O analista vê com bons olhos uma compra na região atual.

O ETF encerrou a semana com uma “queda boa”, de quase 14%, “o que para mim é excelente para quem quer comprar ativos baratos”. O analista ressalta que o motivo da queda das criptos na última semana se deu principalmente a dois fatores principais.

“Primeiro, o governo alemão está vendendo Bitcoins a mercado, e isso é totalmente rastreável. É um dos únicos governos do mundo, se não o único governo do mundo, que está vendendo Bitcoin.” Via de regra, movimentações na maior criptomoeda do mundo influenciam no desempenho de todo o resto do universo cripto. 

Em segundo lugar, a corretora estrangeira Mt Gox, que havia sido hackeada em torno de 2014, conseguiu recuperar os Bitcoins e esteve transferindo ou vendendo os ativos para, então entregar aos usuários, pressionando igualmente o preço do Bitcoin. 

Petrobras [PETR4]

As ações preferenciais da petroleira traçaram movimento corretivo nos últimos quatro pregões. “É natural”, tranquilizou Filipe. 

É possível, prossegue, perceber que PETR4 ainda mantém tendência de alta, com um canal de alta iniciado em outubro do ano passado, que vem respeitando com topos e fundos ascendentes. “A maior probabilidade de ganho seria realmente aguardar correções e trabalhar compras aí.” 

Caso a ação sustente a região dos R$ 37, ou mesmo dos R$ 36,50 a R$ 35,00, a tendência é continuar subindo, com alvo inicial em R$ 39,00. O topo do canal de alta fica entre R$ 42 e R$ 43. “O suporte principal de Petrobras que não pode ser perdido nesse momento é R$ 34,00”, ressaltou Filipe. 

Itaú [ITUB4]

A ação do banco está no movimento lateral desde março deste ano, oscilando na região entre R$ 30,80 e R$ 33,30. “O ativo está próximo da região de resistência, então, para novas compras, tem que ter um pouco mais de cautela, mas realmente fiquem de olho caso o ativo comece a trabalhar acima dos R$ 33,50, R$ 34,00.” 

Caso PETR4 atinja a região mencionada por Filipe, aumentam as chances de rompimento de máximas em torno de R$ 34,50 e subir até R$ 37,00 e R$ 38,00, completou Filipe. 

O analista explica que o ativo montou uma formação ombro-cabeça-ombro, “mas não é a que eu mais gosto, em função do ombro direito ser maior que o ombro esquerdo”. Assim, caso a ação retorne aos R$ 33,50 ou R$ 34,00, anula-se a formação gráfica, “o que, por sinal, geralmente ocorre”. 

A quebra do padrão gráfico pode favorecer uma operação na ponta compradora nos próximos dias.

Indicadores econômicos

O IPCA de junho será divulgado às 9h da quarta-feira pelo IBGE. A expectativa é de que o nível de preço acumulado nos últimos 12 meses ultrapasse os 4%. “As projeções apontam uma alta entre 0,2% e 0,4% no IPCA mensal do mês passado, que vai entrar no lugar da deflação de -0,02% registrada em junho do ano passado”, avalia Leandro Manzoni, analista de economia do Investing.com. 

Em maio, o IPCA mensal acelerou para uma alta de 0,49%, chegando a 3,93% no acumulado de 12 meses.

“O mercado vai acompanhar o IPCA para projetar a expectativa inflacionária para este e o próximo ano, o que está determinando a conduta do Copom na decisão da Selic. Mesmo com a taxa básica de juros seja provavelmente em 10,5% até o fim do ano, se vier um número abaixo do esperado pelo mercado, pode ser o início de uma melhora na expectativa da inflação futura, enquanto um número acima pode prejudicar à esperança de uma retomada de corte da Selic no começo de 2025”, sinaliza Manzoni.

O IPCA de junho deve trazer um reflexo melhor dos efeitos das chuvas no Rio Grande do Sul no fim de abril e começo de maio, assim como os dados de vendas no varejo e volume de serviços, que serão divulgados respectivamente na quinta e sexta, às 9h. 

“A produção industrial, divulgada no último dia 3, já mostrou um quadro negativo, resta o tamanho do impacto no varejo e no setor de serviços”, diz Manzoni, que aponta uma recuperação no terceiro trimestre devido aos esforços na reconstrução do estado.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA será conhecido na quinta-feira, às 9h. O mercado vai avaliar se os dados vêm abaixo das projeções, como ocorreu em maio, ainda mais que o mercado de trabalho americano está apresentando, mesmo que lentamente, uma desaceleração. 

“Número abaixo do consenso vai reforçar o otimismo do mercado com o início do corte de juros pelo Fed a partir de setembro”, afirma Manzoni. A expectativa é de que o CPI tenha subido 0,1% em junho ante 0% em maio, o que acumularia uma alta de 3,1% ante 3,3%. Em relação ao núcleo, que exclui preços voláteis como alimentos e energia, a expectativa é de manutenção de alta de 0,2% na base mensal e 3,4% no anual.

Calendário Macroeconômico

[Fonte e elaboração: br.investing.com]

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