Próxima semana traz IPCA e decisão do Fed, além de oportunidade em CLSA3

A partir das cartas de gestores e de pesquisa interna da XP Investimentos, o TradeNews teve acesso às perspectivas das principais gestoras de fundos do Brasil para o cenário político-fiscal do país do próximo ano

Panorama de 10 a 14 de junho

O Ibovespa começou a semana em baixa, pressionado pela cautela do mercado antes da divulgação de indicadores econômicos, e pelo mau desempenho das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras [PETR3;PETR4].

O índice permaneceu em baixa, chegando a fechar no nível mais baixo desde novembro na última quarta-feira (05), pressionado pela expectativa do mercado acerca dos juros do Fed. No pregão seguinte, o Ibovespa voltou a avançar, revertendo o movimento dos seis pregões anteriores, encontrando apoio na recuperação das cotações das commodities, que impulsionaram as blue chips Vale [VALE3] e Petrobras.

Nesta sexta (07), porém, o índice voltou a cair, após dados mostrarem um mercado de trabalho aquecido nos Estados Unidos, contrariando sinais anteriores de arrefecimento na atividade econômica do país.

Na próxima semana, as atenções dos investidores estarão na divulgação de inflação de maio e da decisão da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed). No Brasil, o destaque é a inflação ao consumidor do mês passado, a primeira com impacto da tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul.

Radar de Proventos

Ficarão ex-proventos os papéis do Banco do Brasil [BBAS3] e Petrobras [PETR4] na quarta-feira (12). 

Já na quinta-feira (13), é a vez de Minerva [BEEF3]* e Rni Negócios [RDNI3]*.

Por fim,  FII BTG Pactual [BRCR11]* se torna “ex” na sexta-feira (14).

*O relatório da Bloomberg aponta que as datas em que estas ações ficam “ex-proventos” são apenas previsões, não estão confirmadas, estando sujeitas a mudanças.

Panorama do Ibovespa

De acordo com o analista técnico, o Ibovespa caminha para mais um fechamento semanal, com uma queda menos acentuada que nas duas última semanas. Ainda assim,  o mercado continua ainda em tendência de baixa. 

Ao observar os gráficos, Borges aponta que a antiga região de resistência, entre 120 mil pontos e 1119.500 mil pontos foi rompida, e o mercado pode voltar e testá-la nos próximos dias, o que pode apresentar alguma movimentação de repique de curto prazo.

“Quando a gente olha até o índice futuro, que também é um contrato perpétuo e que é operável, a gente tem um espaço ainda também para mais uma queda, até os 119 mil pontos”, explicou.

Atualmente, Borges destaca que o índice futuro está em 122 mil pontos, então haveria espaço para queda nos próximos dias,  em cerca de 2 mil pontos até encontrar uma região importante de suporte.

Dicas de trades

Mini dólar [WDOFUT]

O dólar futuro bateu novamente na região de resistência, em R$5,32. Segundo Borges, esse é um ponto extremamente importante para o dólar em termos técnicos, que, uma vez rompido, abre espaço para altas mais fortes até a região de resistência em R$5,64. 

“Para novas compras, ressalto que é importante observar realmente o rompimento destas regiões, com aumento de fluxo comprador, que ajuda na probabilidade do ativo realmente continuar forte”, frisou. “Ou aguardar para o BEC na região entre R$5,20 e R$5,18 para analisar operações na ponta compradora.”

ClearSale [CSLA3]

Borges afirma que ClearSale está rompendo máximas de um ano, com o ativo querendo apontar pra cima. Ele aponta que o volume comprador também está “muito bom”, confirmando o rompimento.

O analista sugere compras para o papel, e o vê buscando em torno de R$ 10,50 e R$ 12,00 nos próximos dias e semanas. 

“O stop ficaria, por enquanto, abaixo do último fundo observado em R$ 7,00, apresentando bom risco ganho para as próximas semanas”, ressaltou.

Cury [CURY3]

O ativo está rompendo uma movimentação de pivô de alta, seguido de rompimento de resistências anteriores observadas, depois de um “ótimo” descanso desse papel, pontua Borges.

CURY3 não é uma ação que costuma andar tão rápido, ele prossegue, mas, observando o gráfico semanal, o papel apresenta uma “excelente” movimentação, “então, vale uma operação na ponta compradora”.

Para a operação, o analista indica stop abaixo de R$18,00, e alvo entre R$22,30 e R$24,00. 

“A gente observou também um aumento de volume na perna que antecedeu esse movimento de alta e uma correção com baixo volume e baixo fluxo”, ponderou. “Isso reforça a tese, e aumenta a chance do papel realmente continuar subindo nas próximas semanas.”

Indicadores econômicos

A agenda econômica dos EUA vai dominar os holofotes na próxima quarta-feira (12). O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) deve manter a taxa de juros Fed Funds no intervalo entre 5,25% e 5,5%. Essa é a expectativa de 96,5% do mercado nesta sexta-feira, de acordo com o Monitor da Taxa de Juros do br.investing.com.

Os holofotes estarão, no entanto, nas projeções econômicas dos membros votantes do Fomc para este ano, 2025 e 2026, entre os quais PIB, taxa de desemprego, índice cheio e núcleo do PCE e a taxa Fed Funds. Além disso, o relatório de projeções econômicas apresenta o dot-plot, um gráfico de pontinhos no qual cada ponto representa a visão de cada membro do Fomc para a taxa de juros americana para os próximos anos.

“Divulgado a cada duas reuniões de política monetária do Fomc, o relatório de projeções econômicas aponta a visão mediana dos membros do Fed para a economia americana nos próximos anos e, para os investidores, apresenta indicativos para futuras decisões de política monetária”, afirma Leandro Manzoni, analista de economia do Investing.com.

“Vale lembrar que as projeções divulgadas em dezembro deram suporte para a expectativa de 150 pontos-base de corte de juros (para 3,75%-4%), ou 6 reduções de 0,25 ponto percentual, ao longo deste ano pelo mercado, o que impulsionou o apetite ao risco nas bolsas de valores e levou o Ibovespa a bater o recorde de pontuação em dezembro. Um dos fatores para a saída de US$ 35 bilhões de recursos estrangeiros da bolsa brasileira até agora em 2024 foi a não-concretização dessa projeção”, relembra Manzoni.

As projeções econômicas a serem divulgadas na próxima quarta-feira vão indicar como os membros do Fomc avaliam a economia americana no momento e pode apontar quando o tão esperado início de corte de juros nos EUA começa. Além disso, a entrevista coletiva de Jerome Powell, presidente do Fed, meia hora após a decisão de juros também apresentará pistas dos próximos passos da autoridade monetária, como também, em menor grau, o índice de preço ao produtor a ser divulgado no dia seguinte.

Um dia antes da agitação proporcionada pela agenda econômica dos EUA, o mercado local vai começar a avaliar o impacto que a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul provocou na economia brasileira. A expectativa é de uma aceleração na base mensal, como ocorreu no fim de maio com o IPCA-15, a prévia da inflação oficial.

Ao longo da semana, serão conhecidos dados de atividade economia brasileira de abril, como o volume de serviços (quarta), vendas no varejo (quinta) e o IBC-Br (sexta) – espécie de prévia do PIB. Nenhum deles deve ter sofrido, no período, impacto da situação no sul do país.

Calendário Macroeconômico

Dados e elaboração: Investing.com

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