Com a queda de juros, você prefere ações ou FIIs?

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Esta é uma excelente pergunta e me tem sido feita recentemente.

Por isso, decidi escrever este artigo. Montei uma análise simples: como os índices acionários e de FIIs se comportaram no início dos ciclos de queda de juros do passado com o 1º corte da Selic?

Para esse estudo, usei os seguintes índices, todos da B3:

IBOV – Ibovespa

IFNC – Índice setorial de finanças

ICON – Índice setorial de consumo

IEE – Índice setorial de empresas elétricas

IMOB – Índice setorial de empresas imobiliárias (construtoras, na maioria)

SMLL – Índice setorial de pequenas empresas

IFIX – Índice de FIIs

Não utilizei outros índices, como IMAT e INDX, por não acreditar que tais setores fossem tão sensíveis como os escolhidos para realizar a análise.

Para cada índice, peguei o dia inicial com a 1ª taxa Selic reduzida em relação ao pico e medi o resultado desses índices ao longo dos próximos 365 dias corridos. Os resultados estão nos gráficos abaixo.

Vamos aos resultados:

[Fonte: Rodrigo Correa]
IBOV: por ser um índice geral, vemos sim benefícios no resultado pós cortes na Selic, mas preferimos setores específicos em que esse efeito é mais pronunciado.

[Fonte: Rodrigo Correa]
IFNC (bancos e financeiras): na contramão da crença comum de que juros altos beneficiam bancos, vemos que no pós queda da Selic o setor andou bem quase em todos os eventos de corte.

[Fonte: Rodrigo Correa]
ICON (consumo): claramente beneficiado pela dinâmica de juros menores, o consumo também é impactado por nível de emprego e renda. Assim, vemos que a queda de juros foi sensacional em 2011, mas levou um tempo para reagir em 2016, quando ainda estávamos impactados pela crise econômica da Dilma.

[Fonte: Rodrigo Correa]
IEE (empresas elétricas): um setor bastante estável; acabou demonstrando em momentos passados de queda da Selic um benefício no preço das ações quase como o setor de imóveis demonstrou. Naturalmente, há mais volatilidade no IEE que IFIX, mas o movimento é claro de alta.

[Fonte: Rodrigo Correa]
IMOB (construtoras): ainda que muito sensíveis aos níveis de juros, outras variáveis também impactam o setor e não vimos, em 2011 e 2016 um claro efeito de alta.

[Fonte: Rodrigo Correa]
SMLL (small caps): o índice das pequenas teve um comportamento semelhante ao Ibovespa com reação positiva, mas não tão clara e distinta como em outros índices.

[Fonte: Rodrigo Correa]
IFIX: claramente, o setor de FIIs se beneficia enormemente de uma taxa de juros menor. A relação é direta e matemática e vemos a evolução de 1 ano após a primeira queda da Selic no passado como prova inequívoca desse fenômeno.

Conclusões

Podemos extrair desse estudo as seguintes conclusões:

Sobre janeiro de 2009: devemos ignorar os resultados dessa leva porque todos os ativos tinham seu preço por demais deprimidos após a Grande Crise Financeira de 2008. Qualquer tentativa de se isolar o efeito da queda de juros em relação a normalização do mercado após uma gigantesca crise é impossível.

Ganhadores no pós-corte Selic

Os seguintes índices são os melhores para se capturar esse efeito: IFIX, ICON, IFNC e IEEX.

E respondendo à pergunta, sobre o que eu prefiro entre ações e FIIs, eu fico com uma carteira equilibrada, contendo os dois tipos de ativos.

Bons investimentos!

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