ROMI3: Com lucro de R$ 36,1 milhões no 1T23, Indústrias Romi planeja investir em inovação durante o ano

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A Indústrias Romi, uma das principais empresas do setor industrial brasileiro, tem aumentado significativamente seus investimentos nos últimos dois anos. Adicionalmente, a empresa registrou crescimento e inaugurou a temporada de resultados de 2023 na bolsa de valores brasileira com lucro líquido de R$ 36,1 milhão.

Segundo o analista da Levante Chrystian Oliveira, o aumento dos desembolsos com investimentos como percentual da receita é uma estratégia inteligente para garantir a expansão da capacidade e aumentar as vendas.

“Em 2022, a Romi destinou 8% da receita para investimentos, um aumento considerável em relação aos patamares de 4,5% e 3,8% registrados em 2020 e 2019, respectivamente. Esse aumento pode ser explicado pela renovação de maquinário e expansão de capacidade de alguns setores industriais motivados pela desvalorização do real e pelos juros baixos”, explica o especialista.

Com a capacidade expandida, a Romi conseguiu capturar a retomada de alguns setores industriais e, consequentemente, expandir suas vendas. “O sucesso na captura dessa retomada permitiu que a empresa pudesse investir em sua própria expansão e, assim, aumentar ainda mais suas vendas e participação no mercado”, completa Chrystian.

Tecnologia de ponta impulsiona nova linha de produtos e gera aumento de faturamento

A companhia lançou em 2020 seu novo negócio de locação de máquinas. Com a solução, os clientes passaram a alugar as máquinas em vez de comprá-las, uma alternativa especialmente atrativa em cenários de juros elevados.

No primeiro trimestre de 2023, a empresa investiu R$ 21,4 milhões na manutenção e expansão de sua capacidade, sendo o investimento mais significativo de R$ 8,4 milhões, ou 39,2%, destinado ao negócio de locação, repetindo a tendência de 2022 com 51% do total.

Apesar de ter desacelerado em linha com a menor demanda por bens de capital, a locação de máquinas segue em expansão.

No primeiro trimestre de 2023, foram locadas 42 novas máquinas em 50 novos contratos, comparado a 58 máquinas e 72 novos contratos no mesmo período de 2022.

Desde o lançamento do serviço, em 2020, a empresa já locou 478 máquinas em 577 contratos, representando um valor de R$150,2 milhões com vigência entre 1 a 2 anos.

Na visão da Levante, os investimentos em produtos tecnológicos e o lançamento da solução Romi MaaS – serviço de locação – foram importantes para sustentar o bom patamar de crescimento da empresa.

Perspectivas para o futuro: ROMI3 vale a pena?

Segundo o analista, os desafios econômicos são os principais obstáculos para a Romi no 1T23. Com juros elevados e inflação ainda alta no Brasil e no exterior, a subsidiária BW, sediada na Alemanha, não registrou nenhuma entrada de pedidos no período, em comparação com R$ 41,4 milhões no 1T22.

Já no mercado doméstico, a redução do crescimento da Máquinas Romi no 4T22 e no 1T23 ainda não foi totalmente sentida, o faturamento da divisão avançou 30,6% no 4T22 e caiu 6,8% no 1T23.

Para manter o bom desempenho ao longo do ano, a companhia pretende continuar investindo em inovação e tecnologia, além de expandir sua atuação no mercado nacional e internacional.

A empresa também planeja intensificar as parcerias com fornecedores e clientes, visando aprimorar a qualidade de seus produtos e serviços.

O especialista consultado pelo TradeNews afirma que, observando a estratégia adotada pela empresa, que foca na eficiência e no controle de custos, aliada a uma base diversificada de clientes, é possível concluir que o principal desafio se encontra no cenário macroeconômico atual.

A divisão de máquinas alugadas continuará crescendo, mesmo que em um ritmo mais lento, devido ao atual cenário econômico, reiterou o analista da Levante.

Porém a empresa apresenta uma perspectiva positiva em relação às margens de lucro, graças a um mix de produtos mais favorável e ao controle de custos. Apesar da subsidiária BW ter registrado menos pedidos, às fábricas continuarão produzindo pedidos encomendados em períodos anteriores, evitando grandes impactos operacionais.

Além disso, a empresa possui um endividamento controlado de 0,35 x Ebitda, o que não pressiona seus resultados financeiros e mantém a margem líquida em patamares saudáveis. A casa de análises Levante Corp recomenda como “neutra” para as ações da ROMI3. De acordo com o relatório, o preço justo para as ações é de R$ 18,80, enquanto o preço do dia está em R$ 14,82.

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