Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11): com reajustes de preços, setor se destacará na temporada de balanços do 2º tri?

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11): com reajustes de preços, setor se destacará na temporada de balanços do 2º tri?

Alto nível de preços e resiliência da demanda guiam resultados positivos, enquanto custo também é um fator a monitorar. É assim que os analistas de mercado esperam que sejam os resultados das empresas de papel e celulose no segundo trimestre de 2022 (2T22).

A temporada para o segmento, que tem se destacado ultimamente na preferência dos analistas de commodities em um ambiente de forte volatilidade de preços delas, tem início na próxima quarta-feira (27), antes da abertura do mercado,  quando serão divulgados os resultados da Klabin (KLBN11). Na sequência, no mesmo dia, mas após o fechamento, a Suzano (SUZB3) revela seus números. A Irani (RANI3) publica seu balanço na sexta (29), antes da abertura dos mercados.

Na avaliação da XP, de modo geral, as empresas devem apresentar bons resultados devido ao alto nível de preços, historicamente, e um efeito positivo da sazonalidade do período, com maior produção, ajudando na diluição de custos fixos. Por outro lado, avaliam que pode haver um aumento no custo de madeira e produtos químicos para as empresas de Papel e Celulose devido aos altos preços dos combustíveis.

A Eleven reforça que o mercado de celulose continua apresentando uma demanda aquecida e oferta restrita, dado que os projetos de expansão de capacidade produtiva para o setor que eram esperados para o ano estão atrasados e a produção de alguns países tem sido interrompida por fatores como greves e dificuldade de obter matéria-prima, o que acaba diminuindo a expectativa do mercado de incremento da oferta de celulose no curto prazo.

O conflito entre Rússia e Ucrânia também vem afetando a oferta, já que a madeira russa, uma das principais fontes de insumo para as companhias europeias, perdeu a certificação internacional e tem sofrido restrições comerciais para importação, aumentando a escassez de celulose no mercado internacional. Desta forma, as companhias brasileiras do setor têm efetuado consecutivos aumento de preços para os principais mercados (EUA, Europa e China), impactando positivamente os resultados do trimestre, aponta a casa.

Para o Bradesco BBI, os resultados das empresas do setor de papel e celulose no trimestre devem ser fortes, com
uma perspectiva mais otimista ainda para os próximos trimestres, à medida que os aumentos dos preços da celulose são totalmente repassados e impactam positivamente os resultados.

O banco aponta que os volumes da Suzano (SUZB3)  devem aumentar para quase 2,6 milhões de toneladas no 2T22, contra 2,4 milhões no 1T22 (que foi muito impactado por manutenções), representando uma expansão anual de 2%.

Os preços médios praticados da celulose não são particularmente de fácil compreensão, apontam os analistas do BBI, dado: (i) preços voláteis na China (com defasagem de aproximadamente dois meses nos repasses); (ii) maiores preços na Europa em base líquida (com defasagem de um mês apenas no repasse); e (iii) alguma volatilidade cambial ao longo do trimestre e maior concentração de vendas no final do trimestre.

“Esperamos o preço de exportação da Suzano em média de US$ 730 a tonelada no 2T22 (o que implica um desconto de 9% em relação ao valor médio), contra US$ 640 no 1T22”, destacam os analistas. Eles observam que os preços praticados devem aumentar substancialmente nos próximos trimestres já que os aumentos (celulose de fibra curta atualmente em US$ 860 a tonelada na China) serão refletidos pelos resultados.

Já os custos devem vir sequencialmente estáveis, ainda impactados por custos mais altos de combustíveis e produtos químicos, parcialmente compensados pela melhor diluição dos custos fixos. A projeção é de um custo (caixa) por tonelada em R$ 870 (contra R$ 868 no trimestre passado). No geral, projetam Ebitda em R$ 6,2 bilhões, um crescimento trimestral de 21% e 5% maior em um ano.

A Eleven espera um resultado positivo para a empresa frente ao trimestre anterior devido ao crescimento dos volumes vendidos e dos consecutivos aumentos de preço de celulose. Os custos devem ter uma redução frente ao 1T22, já que este foi bastante impactado por paradas de manutenção que afetaram a diluição do custo fixo. “Para o segmento de papel, esperamos volumes superiores e maiores patamares de preço”, afirmam os analistas.

A projeção da Refinitiv a partir de consenso de analistas de mercado é de uma queda do lucro para R$ 1,227 bilhão (queda de 88% na base anual), mas com avanço da receita de 8,23%, para R$ 10,65 bilhões. Para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), a projeção é de R$ 5,693 bilhões, queda de 17,5% na base anual, mas avanço de 11,3% frente o 1T22.

Para o BBI, a Klabin (KLBN11), a projeção do banco é de um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) em R$ 1,8 bilhão, um crescimento de 5% no trimestre e apenas 1% maior em base anual.

Os resultados com Kraftliner devem permanecer fortes, apoiados pelo avanço contínuo do projeto PUMA II e os aumentos de preços no mercado doméstico, compensando o impacto de um real mais forte nos preços de exportação. Os volumes de papelão devem ser impactados pela paralisação de Monte Alegre, enquanto os preços ficam estáveis após os aumentos relevantes durante o 1T22. Já as remessas de papelão ondulado devem se recuperar 5%, à medida que a demanda interna se recupera sazonalmente (os preços se mantêm em níveis elevados).

“Os custos devem permanecem elevados, devido aos altos custos de insumos, também impactados por paradas para manutenção”, apontam. Já na divisão de celulose, os preços praticados devem apoiar os resultados (crescimento trimestral de 10% em dólares, com mais a vir), enquanto os volumes devem se recuperar 20% no trimestre, para quase 400 mil toneladas, uma vez que a empresa realizou manutenção no primeiro trimestre.

“Esperamos que os custos (caixa) permaneçam estáveis (excluindo as despesas com manutenção), suportados pela diluição de custos fixos e maior geração de energia”, destacam.

(InfoMoney)

 

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