Temporada de balanços ganha força em NY; IPCA-15 guia juros futuros

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As bolsas da Europa operam mistas e com tom cauteloso nesta terça-feira (26), enquanto investidores digerem balanços de empresas da regiãoOs futuros de Nova York caem antes da divulgação de balanços de uma série de grandes empresas do EUA ao longo do dia. As negociações ficaram mais calmas no mercado, já que os investidores também aguardam dados econômicos americanos e seguem ansiosos pelo resultado da reunião do Federal Reserve, que começa hoje e será concluída amanhã.

Em Wall Street, a temporada de balanços ganha força nesta semana e conta com 169 empresas reportando, o que representa quase metade do valor de mercado do S&P 500, segundo o Credit Suisse. Os investidores estarão atentos à forma como as empresas avaliam o cenário econômico atual e se estão reduzindo o investimento.

Reduzir o investimento em novos empreendimentos ou operações “diz que talvez eles estejam preocupados com o dinheiro que têm disponível e não estão dispostos a ter essa visão de longo prazo”, disse Georgina Taylor, gestora de fundos multiativos da Invesco.

Os balanços corporativos fornecerão um indicador importante de como as corporações estão se saindo em um ambiente difícil. O Federal Reserve deve aumentar as taxas de juros em 0,75 p. p. amanhã (27) pela segunda reunião consecutiva, em um esforço para domar a inflação. Alguns investidores estão preocupados que o rápido aperto das condições financeiras agrave a pressão econômica trazida pela Covid-19, interrupções na cadeia de suprimentos e a guerra na Ucrânia, direcionando a economia dos EUA à recessão.

“Você pode ver um longo período de crescimento mais lento”, disse Taylor, da Invesco. “Há muito do que está acontecendo agora que não pode ser moldado.”

Hoje, a Unilever divulgou que teve lucro antes de impostos de 4,36 bilhões de euros no primeiro semestre de 2022, muito semelhante ao ganho de 4,37 bilhões de euros apurado em igual período do ano passado. A multinacional registrou faturamento de 29,6 bilhões de euros no primeiro semestre, incluindo 15,8 bilhões de euros do segundo trimestre. Os números ficaram um pouco acima das expectativas de analistas, que previam faturamento semestral de US$ 29,04 bilhões de euros e trimestral de 15,26 bilhões de euros.

O UBS também publicou resultados, mas frustrou expectativas de lucro e receita. Em Zurique, a ação da empresa caiu 6%  após divulgar lucro líquido de US$ 2,11 bilhões no segundo trimestre de 2022, um pouco maior do que o ganho de US$ 2,01 bilhões apurado no mesmo intervalo do ano passado. O resultado, porém, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo próprio banco suíço, que previam lucro de US$ 2,40 bilhões entre abril e junho.

A General Motors (GM) teve lucro líquido de US$ 1,69 bilhão no 2T22, 40% menor do que o ganho de US$ 2,84 bilhão apurado em igual período do ano passado. Entre abril e junho, o lucro ajustado por ação da montadora americana foi de US$ 1,14, abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, de US$ 1,33.

A agenda internacional conta com divulgação de relatório de Perspectiva Econômica Mundial às 10h pelo FMI. Uma hora depois, os EUA divulgam indicadores de confiança do consumidor e do mercado imobiliário. Ainda nos Estados Unidos, as giant techs Alphabet e Microsoft publicam resultados financeiros mais recentes. No setor de finanças, destaca-se o balanço da Visa, que também sai após o pregão de Nova York. United Parcel, General Electric, Xerox, Coca-Cola, McDonald’s, Microsoft e Boston Properties também reportam hoje. À noite, a China revela os números de sua produção industrial em junho.

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, após a gigante varejista Alibaba anunciar a pretensão de elevar a listagem em Hong Kong de secundária para primária. Na Coreia do Sul, o PIB superou a projeção de alta para o segundo trimestre.

Por aqui, o IPCA-15 de julho é o destaque da agenda desta terça-feira e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fica no radar, em véspera de decisão de política monetária do Federal Reserve. A agenda também traz a divulgação das leituras de julho para o INCC-M.

O resultado do IPCA-15 ajuda a guiar os juros futuros, após reportar a menor variação desde junho de 2020. O indicador subiu 0,13% em julho, abaixo do 0,16% projetado, e pode balizar as apostas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A inflação acumulada em 12 meses também desacelerou, de 12,04% em junho para 11,39%.

Já as bolsas internacionais em baixa podem pesar no Ibovespa, enquanto o dólar mais forte ante outras moedas emergentes também podem se traduzir em fraqueza do real. Mas o petróleo em alta deve ajudar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

Desempenho dos principais índices às 8h15:

🇺🇸 S&P Futures -0,38%
🇩🇪 DAX -0,09%
🇺🇸 Nasdaq -0,49%
🇬🇧 FTSE +0,57%
🇫🇷 CAC -0,48%
🛢 Petróleo Brent +1,70%
🛢 Petróleo WTI +1,71%
💵 Índice Dólar +0,57%
🇺🇸 S&P VIX +2,91%
💰 Bitcoin -4,37%
💲 Ethereum -8,91%

 

(Com Reuters e Agência Estado)

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