Tesouro Direto: com IPCA-15, taxas dos títulos públicos recuam; papéis de inflação perdem novamente patamar mínimo de 5% ao ano

Tesouro Direto: com IPCA-15, taxas dos títulos públicos recuam; papéis de inflação perdem novamente patamar mínimo de 5% ao ano


A sessão desta quinta-feira (23) é de agenda cheia em termos de indicadores econômicos. O dia começa com a apresentação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que avançou 0,78% em dezembro. Com isso, o indicador termina o ano com alta de 10,42, a maior desde 2015.

Embora sigam elevados, os números vieram praticamente em linha com o esperado por economistas consultados pela Refinitiv, que esperavam alta de 0,8% frente a novembro, e de 10,45% na comparação anual.

Destaque também para os dados de vagas formais abertas em novembro deste ano. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país gerou 324.112 empregos com carteira assinada no mês passado.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos opera em queda no início desta quinta-feira. O destaque está nos papéis de inflação. Isso porque dois títulos perderam o patamar mínimo de juros de 5% ao ano: Tesouro IPCA +2026 e 2030 com juros semestrais.

Na primeira atualização do dia, o Tesouro IPCA +2026, por exemplo, oferecia juros reais de 4,95% ao ano, contra 5,00%, na sessão anterior. Da mesma forma, o retorno real pago pelo papel com vencimento em 2030 e juros semestrais recuava de 5,06% para 4,98% ao ano, na abertura dos negócios de hoje.

Entre os prefixados, a remuneração oferecida pelo título com vencimento em 2024 caía de 10,67% ao ano para 10,62% ao ano. No mesmo horário, o Tesouro Prefixado com juros semestrais e vencimento em 2031 oferecia juro de 10,52%, contra 10,58% na sessão anterior.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta quinta-feira (23): 

Fonte: Tesouro Direto

IPCA-15 e Caged

Um dos destaques da agenda econômica hoje está nos dados da prévia da inflação oficial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais uma vez, o maior impacto (0,50 p.p.) e a maior variação (2,31%) para o IPCA-15 vieram do grupo de transportes, que encerrou o ano com alta acumulada de 21,35%.

O resultado foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos combustíveis (3,40%) e, em particular, da gasolina (3,28%), que contribuiu com o maior impacto individual (0,21 p.p.) no índice do mês.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. Apenas saúde e cuidados pessoais (-0,73%) e educação (0,00%) não registraram aumento no mês.

Também na agenda econômica, o Ministério do Trabalho e da Previdência informou hoje que o país gerou 324.112 empregos com carteira assinada em novembro.

O resultado é fruto de 1.755.694 contratações e de 1.448.654 demissões no mês passado. Já no acumulado de 2021, o saldo de postos de trabalho formais é de 2.992.898 empregos, que é decorrente de 19.136.617 admissões e de 16.143.719 desligamentos.

Enquanto isso, na agenda política, o mercado monitora com atenção os vários pedidos de entrega de cargos de chefia de funcionários da Receita Federal e questionamentos de outros órgãos em protesto ao reajuste previsto apenas para policiais no Orçamento de 2022.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a liberação dos R$ 1,7 bilhão previstos para o reajuste dos policiais só foi possível por meio de cortes nas verbas da Receita Federal no ano que vem.

Cena internacional

No radar externo, a maioria dos mercados mundiais opera em leve alta no início desta quinta-feira. Os mercados reagem a um estudo realizado na África do Sul – onde a ômicron foi descoberta pela primeira vez – que sugere que há um risco reduzido de hospitalização e de desenvolvimento de sintomas mais graves na comparação com os efeitos provocados pela variante delta. Os dados, porém, são preliminares.

Nos Estados Unidos, investidores aguardam a divulgação do índice de preços do PCE de novembro, que é um indicadores mais utilizados pelo Federal Reserve, banco central americano, para a condução de política monetária. A divulgação está prevista para ocorrer às 10h30.

No mesmo horário, saem também os pedidos de auxílio-desemprego semanal. Economistas da Refinitiv projetam 205 mil pedidos.

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