Tesouro Direto: juro de título prefixado 2025 bate recorde e chega a 12,75%

Tesouro Direto: juro de título prefixado 2025 bate recorde e chega a 12,75%


A China volta a estar no centro das atenções dos investidores nesta segunda-feira (16), após uma semana de perdas nos mercados.

As vendas no varejo e os dados de produção industrial chinês recuaram abaixo do esperado pelo mercado. Apesar dos temores de desaceleração no País, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros inalterada.

Destaque também para a confirmação do pedido de adesão da Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Preços de commodities também estão no radar. Os contratos de petróleo são negociados em queda na manhã de hoje. O recuo ocorre mesmo em meio aos temores de oferta com a União Europeia se preparando para proibir gradualmente as importações da commodity russa.

No Tesouro Direto, o mercado de títulos públicos apresenta movimento misto: juros de papéis prefixados operam em alta, enquanto as taxas de títulos atrelados à inflação recuam ou são negociadas em estabilidade no início desta segunda-feira (16).

O maior avanço entre os prefixados é registrado pelo Tesouro Prefixado 2025, em que o juro subia de 12,66%, na sessão anterior, para 12,75%, às 9h20 de hoje. Esse valor é recorde para esse título, que voltou a ser negociado em fevereiro deste ano.

O retorno oferecido pelo papel de prazo mais curto voltou a ultrapassar o percentual pago pelo título com vencimento mais longo. Na primeira atualização do dia, o Tesouro Prefixado 2033, com cupom semestral, por exemplo, estava em 12,69%, abaixo dos 12,75% vistos no prefixado com vencimento em 2025.

Tal fenômeno é contraintuitivo, já que papéis de prazo mais longo costumam oferecer retornos mais robustos porque tendem a ser mais sensíveis ao risco.

No caso dos papéis atrelados à inflação, a remuneração real máxima oferecida era de 5,83%. Esse percentual era entregue pelo Tesouro IPCA +2055, que voltou a ser negociado nesta segunda-feira, com o pagamento do cupom.

Fonte: Tesouro Direto

China, Otan e commodities

Diante dos temores de desaceleração, a China voltou a ficar no centro das atenções dos investidores. As vendas no varejo da China recuaram 11,1% na comparação anual de abril, segundo informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês).

A contração superou a expectativa de economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam queda de 5,4%. O resultado também foi pior do que o apurado em março, negativo em 3,5%.

A produção industrial da China, por sua vez, caiu 2,9% na comparação anual. O dado foi inferior ao crescimento de 1,0% previsto pelo mercado e à expansão de 5,0% vista em março.

Apesar dos temores de desaceleração econômica, o Banco do Povo da China (PBoC, banco central chinês) manteve as taxas de juros inalteradas nesta segunda-feira. A autoridade monetária, porém, reduziu a taxa de hipoteca para compradores do primeiro imóvel.

A invasão da Rússia à Ucrânia começa a mudar efetivamente a geopolítica na Europa. Países que historicamente adotaram uma posição geopolítica neutra, agora estão decidindo aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A primeira foi a Finlândia, que confirmou ontem (15) que vai pedir para entrar na aliança militar, rompendo sua histórica política de neutralidade entre os países ocidentais e a Rússia.

A decisão ocorreu um dia após Vladimir Putin, presidente russo, advertir Sauli Niinisto, presidente da Finlândia, de que a medida seria um “erro”.

Petrobras no foco

Após tecer longas críticas à política de preços da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na última sexta-feira (13) que espera que, com a troca ministerial recente, seja possível fazer com que a estatal cumpra a sua função social.

Na quarta-feira passada (11), Bolsonaro realizou a troca no comando do Ministério de Minas e Energia. Bento Costa Lima Leite de Albuquerque foi exonerado, a pedido, sendo substituído por Adolfo Sachsida.

Apesar das tentativas do presidente, mudanças nos preços dos combustíveis parecem fora do alcance do mandatário do País. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Alexandre Barreto, superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), contrariou expectativas do governo de que investigações sobre a Petrobras em curso no órgão antitruste poderiam levar a alterações nas cotações dos combustíveis.

Ao jornal, Barreto negou também que haja pressão política para adoção de uma medida pelo conselho.

“O Cade não tem competência para disciplinar a política de preços da Petrobras e não pode determinar a ela ou a qualquer empresa que pratique preço A ou B”, disse à Folha. “O Cade não vai interferir na política de preços da Petrobras”, acrescentou.
Também na cena política, André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e suspendeu, na sexta-feira (13), a forma como os Estados aplicaram a alíquota única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o óleo diesel.

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