Tesouro Direto: juros de títulos de inflação avançam e voltam a oferecer taxas a partir de 5% ao ano

Tesouro Direto: juros de títulos de inflação avançam e voltam a oferecer taxas a partir de 5% ao ano


A sessão desta sexta-feira (17) tem como foco o exterior. Investidores repercutem as decisões de política monetária anunciadas nesta semana pelos principais bancos centrais do mundo. Boa parte deles decidiu avançar no aperto monetário com a elevação de juros ou com a aceleração da retirada de estímulos.

Na cena local, o mercado monitora a votação do Congresso para tentar derrubar o veto ao fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Investidores também seguem digerindo as falas de dirigentes do Banco Central sobre manter taxas de juros elevadas por mais tempo, considerando o balanço de riscos e o fato de que a inflação para 2022 está acima da meta.

Nesse contexto, títulos públicos seguem operando sem direção definida no início desta sexta-feira. Papéis prefixados apresentam estabilidade ou leve recuo nas taxas, enquanto os de inflação avançam e voltam a oferecer taxas a partir de 5% ao ano.

Na primeira atualização do dia, o Tesouro IPCA +2026, por exemplo, oferecia rentabilidade real de 5,02% ao ano, contra 4,98% ao ano, na sessão anterior. A última vez que esse título tinha oferecido taxas acima de 5% tinha sido em 25 de novembro deste ano. Já o juro real do papel com vencimento em 2055 e juros semestrais era de 5,25% ao ano – acima dos 5,20% da tarde de ontem (16).

Entre os prefixados, os juros oferecidos pelo Tesouro Prefixado 2024 e pelo 2026 se mantinham em estabilidade em 10,87% e 10,58%, no início da manhã. Por outro lado, a remuneração do papel com vencimento em 2031 e juros semestrais era de 10,61%, frente aos 10,65% de ontem.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta sexta-feira (17): 

Fonte: Tesouro Direto

Cena internacional

O destaque no cenário externo está na repercussão das decisões monetárias de bancos centrais. Nesta sexta-feira (17), o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu, por 8 votos a 1, manter sua política monetária, com a taxa de depósito em -0,1% ao ano e a meta de juros do título público (JBG) de 10 anos em torno de 0%, sem estabelecer limites de compras de ativos para chegar a esse objetivo.

Apesar da manutenção da política monetária, o BoJ anunciou que vai encerrar, em março de 2022, as compras emergenciais de commercial papers e bônus corporativos.

Atualmente com limite de 20 trilhões de ienes, o valor desses papéis em carteira cairá para cerca de 5 trilhões de ienes (US$ 43,97 bilhões) a partir de abril, em retorno gradativo ao patamar pré-pandemia.

Ontem (16), o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou inesperadamente a taxa básica de juros de 0,10% para 0,25% ao ano. Já o Banco Central Europeu (BCE) manteve inalterada a sua taxa, em -0,5%, mas decidiu iniciar a redução gradual do ritmo de compra de ativos a partir do próximo trimestre, finalizando até março de 2022 o Programa Emergencial de Compras de Ativos (PEPP).

Na última quarta-feira (15), o Federal Reserve, que é o banco central americano, anunciou também que pretende encerrar seu programa de compras de títulos de público até março de 2022 e sinalizou três altas de juros no ano que vem.

Também na cena externa, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, assinou ontem (16) o projeto para elevar o teto da dívida norte-americana em US$ 2,5 trilhões. Com a nova lei, os Estados Unidos eliminam o risco de entrar em default (calote) pela primeira vez na história.

Na zona do euro, destaque também para dados vindos da Alemanha. O índice Ifo de sentimento das empresas do país a recuou de 96,5 em novembro para 94,7, na leitura de dezembro, informou hoje o Instituto Ifo.

Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda menor, de 95,4.

O índice para as condições atuais recuou de 99 em novembro para 96,9 em dezembro. Já o de expectativas caiu de 94,2 para 92,6 na mesma base comparativa.

Doria confirma equipe econômica, Eletrobras e fundo eleitoral

Na cena política, João Doria, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB confirmou os nomes dos integrantes de sua equipe econômica.

Integrarão o grupo: Henrique Meirelles, atual secretário da Fazenda e Planejamento de Doria no governo paulista, as economistas Zeina Latif e Ana Carla Abrão, além da tributarista Vanessa Canado.

Também na seara política, o governo manteve o cronograma do leilão de capitalização da Eletrobras (ELET3; ELET6) no primeiro semestre do próximo ano, apesar do adiamento da análise da privatização pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), a venda de ações da União para investidores privados deverá ocorrer no primeiro quadrimestre de 2022.

Outro tema que volta à pauta é o fundo eleitoral. O Congresso votará hoje o veto presidencial que barrou a viabilidade do fundo de R$ 5,7 bilhões para custear as eleições de 2022.

Parte das bancadas da Casa articula derrubar a suspensão do artigo que tratava desse assunto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e, por isso, o tema será destaque no plenário. Ou seja, se o governo quiser assegurar a suspensão do fundo eleitoral, precisará vencer a oposição e partidos de centro no voto.

Oficialmente, o Planalto é contra a elevação no fundo eleitoral porque isso resultaria na “compressão de despesas discricionárias”. Nos bastidores, porém, parlamentares da própria base do governo Jair Bolsonaro admitem votar contra o veto do presidente, segundo apurações do jornal Valor Econômico.

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