Tesouro Direto: juros dos títulos públicos avançam; retorno de Tesouro IPCA+ 2055 volta a se aproximar de patamar recorde

Tesouro Direto: juros dos títulos públicos avançam; retorno de Tesouro IPCA+ 2055 volta a se aproximar de patamar recorde

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Os agentes financeiros seguem atentos ao tom mais hawkish (inclinado ao aperto monetário) adotado pelo Federal Reserve, que é o banco central americano (o Fed), na ata divulgada ontem (5) e que trata da última reunião da autoridade monetária.

No documento, o Fed surpreendeu ao considerar subir os juros antes do que o previsto. Agora, o mercado precifica que a probabilidade dele aumentar o juro em março é de 81%, ante os 63% previstos anteriormente.

A notícia levou a novas altas no rendimento dos títulos públicos americanos, que fecharam em 1,700%, contra 1,649% no dia anterior, no caso das T-notes com vencimento em 10 anos. A subida nas taxas dos papéis do Tesouro americano ajuda a tornar a renda fixa do país mais atrativa, o que afeta negativamente ativos mais conservadores de outros países, especialmente emergentes, como é o caso do Brasil.

Na cena local, investidores repercutem ainda os números da produção industrial brasileira. Mais uma vez, os dados apresentados hoje frustraram os analistas, ao mostrar que a indústria recuou 0,2% em novembro na comparação com o mês anterior.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos negociados no Tesouro Direto têm o terceiro dia seguido de alta nas taxas. Na manhã desta quinta-feira (6), alguns papéis avançavam até 18 pontos-base (0,18 ponto percentual).

No caso do Tesouro Prefixado 2024, na primeira atualização do dia, os juros oferecidos por esse papel eram de 11,65% ao ano, contra 11,47%, na sessão anterior. Com isso, o percentual pago por esse título alcançou o maior patamar verificado desde o dia 2 de dezembro de 2021.

No mesmo horário, o papel prefixado com vencimento em 2031 e pagamento de juros semestrais oferecia um retorno de 11,43% ao ano, acima dos 11,27% registrados ontem.

A diferença entre o papel de prazo mais curto (2024) e o de prazo mais longo (2031) voltou a subir de maneira mais expressiva nos últimos dias. No início dos negócios de hoje, a distância entre os retornos era de 22 pontos-base (0,22 ponto percentual). Para fins de comparação, na última segunda-feira (3), a diferença entre os juros oferecidos pelos dois títulos era de 6 pontos-base (0,06 ponto percentual).

Entre os papéis de inflação, a remuneração real do Tesouro IPCA+ 2026 subia de 5,21% para 5,34% ao ano. Da mesma forma, o papel com vencimento em 2055 e juros semestrais oferecia uma taxa de 5,60% ao ano, frente aos 5,46% da sessão anterior.

Com isso, a taxa oferecida pelo Tesouro IPCA + 2055 voltou a se aproximar do patamar recorde oferecido por esse título que é de 5,68% e que foi alcançado em 29 de outubro de 2021. Esse papel começou a ser negociado em fevereiro de 2020.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta quinta-feira (6): 

Taxas Tesouro Direto
Fonte: Tesouro Direto

Produção industrial

O destaque da agenda econômica está nos dados da indústria, que teve o sexto mês consecutivo de resultados no campo negativo.

Já na comparação com novembro de 2020, a indústria recuou 4,4% ante novembro de 2021. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números frustraram as estimativas. A expectativa mediana de analistas ouvidos pela Refinitiv era de leve alta de 0,1% na comparação mensal, e de queda de 4,2% na comparação anual.

Apesar de acumular, nos 11 meses de 2021, um avanço de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, a indústria continua a se afastar cada vez mais do patamar pré-pandemia, destaca o Instituto.

Internacional

Os índices futuros americanos Dow Jones e S&P têm leves altas, enquanto o Nasdaq oscila negativamente no início desta quinta-feira.

O movimento é resultado da ata do Fed, que surpreendeu investidores e aumentou o sentimento de aversão ao risco nos mercados.

“Esperávamos que a ata da reunião de dezembro fosse relativamente irrelevante. […] Claramente, estávamos bem errados sobre nossas expectativas iniciais e a minuta, na verdade, trouxe mudanças de perspectiva para a política monetária”, escreveu Alberto J. Bernal, estrategista-chefe global da XP.

Na Europa, os índices também repercutem hoje a ata do Federal Reserve, já que as Bolsas estavam fechadas quando a minuta foi divulgada ontem, no fim da tarde. O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne ações de empresas de 17 países do continente, cai 1,19%.

As bolsas asiáticas fecharam a quinta-feira em queda, com destaque negativo para papéis listados no Japão, seguindo o ritmo dos papéis dos Estados Unidos na véspera. Em Hong Kong, no entanto, o índice Hang Seng fechou em alta, revertendo parcialmente perdas de ações de tecnologia que haviam sido registradas na quarta-feira.

No segmento de commodities, os preços do petróleo operam em alta: o barril do Brent era negociado a US$ 81,68, com alta de 1,09%; o do WTI subia 1,19%, a US$ 78,78.

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