Tesouro Direto: juros dos títulos públicos recuam com relatório de inflação do BC e dados do exterior

Tesouro Direto: juros dos títulos públicos recuam com relatório de inflação do BC e dados do exterior


O mercado de títulos públicos opera com queda nas taxas na manhã desta quinta-feira (16). As atenções dos investidores estão voltadas para os números do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central divulgado hoje.

Na ocasião, a autoridade monetária revisou para baixo as perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 4,7% para 4,4%, e de 2,1% para 1,0% em 2022.

O BC, no entanto, manteve as projeções de avanço da inflação entre os anos de 2021 e 2023, conforme documentos divulgados na semana passada na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e na ata desta semana.

Embora tenham optado por manter as expectativas, os dirigentes do banco apontaram que, em seu cenário de referência, a probabilidade de a inflação de 2022 ficar acima do teto da meta, de 5,00%, subiu e agora está em 41%. No documento de setembro, estava em 17%.

Destaque também para as decisões de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e do Banco Nacional Europeu (BCE).

No Tesouro Direto, os juros do Tesouro Prefixado 2024 recuavam de 10,78%, na sessão anterior, para 10,73%, na primeira atualização do dia.

Já entre os papéis atrelados à inflação, os retornos reais oferecidos pelo Tesouro IPCA+ 2026 eram de 4,91%, abaixo dos 4,97% registrados um dia antes. O Tesouro IPCA+ 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam juros reais de 5,01%, contra 5,08%, na tarde de ontem (15).

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta quinta-feira (16): 

Fonte: Tesouro Direto

Relatório Trimestral de Inflação e PEC dos Precatórios

Um dos destaques da agenda é o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central. No documento, o Banco Central reiterou que a inflação projetada ficaria em 10,2% neste ano, 4,7% em 2022 e em 3,2% em 2023.

Em 2024, no entanto, o relatório mostra que a inflação oficial esperada passaria a ser de 2,6%, contra 2,8% no documento anterior. Ou seja, em 2024, as projeções apontam que a inflação oficial estaria bem abaixo do centro da meta de inflação, que é de 3% ao ano, com intervalo de 1,5 ponto pra cima ou para baixo.

Já em relação à política monetária, o BC reiterou mensagem da ata do Copom sobre a intenção de subir a Selic novamente em 1,50 ponto na reunião de fevereiro, em continuidade ao ciclo de alta para levar a taxa básica de juros a território “significativamente contracionista” para conter a inflação. A taxa básica  de juros está, hoje, em 9,25% ao ano.

Na agenda política, investidores repercutem a aprovação do texto-base da PEC dos Precatórios em segundo turno, por 332 votos favoráveis, 141 contrários e uma abstenção, na Câmara dos Deputados ontem (15).

A proposta havia voltado para análise dos deputados após sofrer alterações durante a tramitação no Senado Federal. Como não houve novas modificações, o texto vai à promulgação pelo Congresso Nacional.

A PEC dos Precatórios abre espaço fiscal superior a R$ 100 bilhões no Orçamento de 2022, a partir da limitação do pagamento de precatórios – que são dívidas da União reconhecidas pelo Poder Judiciário e sem possibilidade de recurso – e de uma mudança na metodologia de cálculo do teto de gastos (parte já em vigor). Confira mais detalhes nesta matéria.

Alckmin sai do PSDB e Doria monta equipe econômica

Também na seara política, o mercado acompanha a saída de Geraldo Alckmin do PSDB. O político deve se filiar ao PSB nas próximas semanas e pavimentar o caminho para ser vice na chapa de Lula, segundo reportagem do jornal Valor Econômico e do Correio Braziliense.

Outro destaque está no anúncio da equipe econômica de João Doria, pré-candidato à presidência pelo PSDB. Segundo apuração de alguns jornais, hoje devem ser anunciados os nomes de Ana Carla Abrão, Zeina Latif e Vanessa Rahal Canado para o comitê responsável pela elaboração de propostas econômicas para o plano de governo.

Radar externo

Enquanto isso, na cena internacional, investidores repercutem o aumento da taxa básica de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) em 15 pontos-base, de 0,10% para 0,25% ao ano, com o objetivo de conter a recente escalada da inflação no Reino Unido.

O anúncio foi feito na manhã de hoje (16) e a decisão marca a primeira elevação da chamada taxa bancária, desde a emergência da crise econômica provocada pelo coronavírus, em março de 2020.

Segundo o comunicado, o banco julgou que um “aperto modesto” seria necessário para assegurar o retorno da inflação à meta de 2%. O BoE decidiu também manter o programa de afrouxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) em 895 bilhões de libras, com consenso total dos membros.

Na sequência, sai a decisão do Banco Central Europeu. A expectativa é que ele reitere que o programa de compras de emergência por pandemia (PEPP) termine em março, conforme planejado. Analistas acreditam que ele poderá também anunciar um programa separado, o Programa de Compra de Ativos, podendo, pelo menos temporariamente, assumir as compras de títulos.

Nos Estados Unidos, os índices futuros avançam nesta manhã, mesmo depois de o Federal Reserve, que é o banco central americano, ter sinalizado a aceleração do programa de redução de compra de títulos, prevendo três aumentos nas taxas de juros em 2022.

O BC americano começará a acelerar a redução do ritmo de suas compras de ativos em janeiro.

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