Tesouro Direto: taxas de prefixados caem após ata do Copom; papéis oferecem até 12,69%

Tesouro Direto: taxas de prefixados caem após ata do Copom; papéis oferecem até 12,69%


As taxas dos títulos públicos prefixados apresentam queda de até 9 pontos-base nesta terça-feira (21), enquanto as taxas dos títulos atrelados à inflação permanecem estáveis.

Segundo Luciano Costa, economista-chefe e sócio da Monte Bravo Investimentos, o movimento de queda nas taxas acompanha a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), publicada pela manhã. Costa explica que o documento trouxe um discurso que deixa clara a mensagem de que o ciclo de aperto monetário pode terminar na próxima reunião.

“O Banco Central faz uma discussão grande dentro da ata sobre a decisão de ter elevado a Selic em 0,50 pontos e de optar por dar continuidade com o ciclo, mas destaca que ele vê isso como um ajuste adicional que não deve se prolongar”, avalia Costa.

O economista-chefe da Monte Bravo Investimentos reforça que a autoridade monetária até poderia ficar parada no patamar de 13,25% ao ano por um tempo prolongado, mas que segundo a ata isso não geraria convergência da inflação, o que justificaria a alta adicional.

“A nossa interpretação é que o mercado vai entender que é difícil o Banco Central ir muito além dessa reunião de agosto, onde deve subir os juros em 0,50 ou 0,25 pontos, mas não tem um risco adicional para as demais reuniões”, afirma.

Costa justifica que o recado da ata faz com que as curvas de juros tenham um prêmio maior a ser capturado pelo mercado, motivo da queda em algumas taxas.

No Tesouro Direto, a maior queda era do título prefixado de longo prazo.

O Tesouro Prefixado 2033, com juros semestrais, oferecia rentabilidade anual de 12,69% às 09h18, inferior aos 12,78% registrados na segunda-feira (20).

Já o Tesouro Prefixado 2025 e o Tesouro Prefixado 2029 apresentavam hoje um retorno anual de 12,49% e 12,56% ao ano, respectivamente, abaixo dos 12,53% e 12,63% vistos ontem.

Nos títulos atrelados à inflação, o movimento era de estabilidade.

• “Hawkish” ou “dovish”? Mercado questiona menção a inflação ao “redor da meta” em comunicado do Copom

O Copom diz que o IPCA não deve convergir para a meta mesmo com a continuação do ciclo de alta de juros e com a Selic mais alta por mais tempo (e acima do cenário de referência). Atualmente, o BC projeta uma taxa de juros de 13,25% ao ano no fim de 2022, 10,0% em 2023 e 7,50% em 2024; nessas condições, a inflação terminaria os respectivos anos em 8,8%, 4,0% e 2,7%, respectivamente. Já o mercado projeta um IPCA menor neste ano (8,5%), mas maior nos seguintes (4,7% e 3,25%).

“O Comitê avalia, com base nas projeções utilizadas e seu balanço de riscos, que a estratégia requerida para trazer a inflação projetada em 4,0% para o redor da meta no horizonte relevante conjuga, de um lado, taxa de juros terminal acima da utilizada no cenário de referência e, de outro, manutenção da taxa de juros em território significativamente contracionista por um período mais prolongado que o utilizado no cenário de referência”, diz a ata do Copom. “Dessa forma, a estratégia de convergência para o redor da meta exige uma taxa de juros mais contracionista do que o utilizado no cenário de referência por todo o horizonte relevante”.

Gasto Público

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que os servidores públicos devem ter aumento de salário no próximo ano. A declaração foi feita durante o evento em comemoração aos 70 anos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (20).

Segundo Guedes, com a redução de gastos com a pandemia, com o aumento da produtividade e com a maior oferta de serviços digitais para a população é possível aumentar os salários dos servidores.

“Os governos passados contrataram 160 mil pessoas liquidamente. Se aposentam por ano de 20 mil a 30 mil. Fizemos o contrário. Os servidores se aposentaram e nós digitalizamos os serviços. A produtividade subiu e pode haver aumento de salário brevemente”, disse.

Rendimento de CDBs

Os investidores têm observado (certamente com bons olhos) elevações recorrentes nos rendimentos das principais aplicações de renda fixa nos últimos meses – especialmente nas que demandam um horizonte de investimento de mais longo prazo.

Na última quinzena, o rendimento dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) pós-fixados com vencimento superior a três anos aumentou para uma média de 102,84% do CDI, frente a uma taxa anterior de 101,43% do CDI.

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Foi o maior aumento de remuneração entre os CDBs pós-fixados de uma quinzena para a outra, segundo levantamento realizado pela Quantum Finance, empresa de soluções para o mercado financeiro, a pedido do InfoMoney. Os números consideram o período entre os dias 6 e 17 de junho. Os retornos são brutos, sem descontar o Imposto de Renda.

Leia também:

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Os pós-fixado são o tipo mais comum de CDB disponível no mercado. Neles, o investidor sabe que indicador servirá de referência para a rentabilidade do papel desde o momento da aplicação. Mas não é possível ter certeza de qual será o retorno em reais, porque ele seguirá a dinâmica de variações do indicador. O retorno normalmente é expresso como um percentual da taxa do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), índice referência para investimentos de renda fixa.

Dentre os CDBs com prazos de três anos ou mais, a remuneração máxima encontrada ao longo da quinzena foi de 115% do CDI, oferecida pelo Banco Modal, também superior à de 110% do CDI verificada na quinzena entre os dias 23 de maio e 3 de junho.

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