Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos recuam, com Orçamento e exterior no radar

Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos recuam, com Orçamento e exterior no radar


A sessão desta terça-feira (21) tem como foco a votação do Orçamento na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso durante a manhã. O assunto ainda é motivo de disputa entre parlamentares em torno do valor destinado ao fundo eleitoral e da possível inclusão de reajuste salarial às categorias de segurança, que foi um pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após um dia de forte queda nas bolsas mundiais, os mercados operam em alta hoje. Embora sigam monitorando o risco da ômicron e os possíveis impactos na atividade econômica em meio a um movimento de aceleração da retirada de estímulos e de aperto monetário em várias economias.

Com isso, o mercado de títulos públicos negociados no Tesouro Direto apresenta recuo nas taxas no início desta terça-feira. O recuo é maior entre papéis de prazo mais curto. Os juros oferecidos pelo Tesouro Prefixado 2024, por exemplo, caíam de 10,79%, na sessão anterior, para 10,72%, na primeira atualização de hoje.

Entre os papéis atrelados à inflação, a remuneração real do Tesouro IPCA com vencimento em 2026 era de 5,07% ao ano, abaixo dos 5,12% registrados ontem.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta terça-feira (21):

Fonte: Tesouro Direto

Orçamento e pesquisas eleitorais

Dentro da agenda política, o jornal Valor Econômico traz que Marcelo Castro (MDB-PI) afirmou ontem (20) que o partido vai defender que o Orçamento do ano que vem preveja um valor reduzido para o fundo eleitoral nas eleições de 2022.

De acordo com o periódico, a ideia do partido é que o valor para o fundo fique entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões.

Outra divergência em torno da peça orçamentária do ano que vem está no reajuste de policiais federais e servidores. Segundo o jornal, por causa dos impasses, Hugo Leal (PSD-RJ) deve apresentar hoje um novo parecer.

O Orçamento de 2022 prevê o menor nível de investimento da história, de acordo com matéria do jornal O Estado de S.Paulo. Segundo reportagem do periódico, serão R$ 44 bilhões em 2022 para o governo federal investir em setores como infraestrutura, escolas, postos de saúde, defesa, pavimentação e em todas as áreas que dependem de recursos da União.

Também na cena política, a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a crescer, após um mês com leve recuperação. É o que mostra a rodada de dezembro da pesquisa Ipespe, encomendada pela XP Investimentos, divulgada ontem (20).

O levantamento, realizado entre os dias 14 e 16 de dezembro, mostra que apenas 24% dos eleitores brasileiros avaliam como “ótimo” ou “bom” o governo Bolsonaro ‒ 1 ponto percentual a menos do que em novembro e 1 p.p. a mais do que o menor nível registrado pela atual gestão.

A pesquisa também trouxe que o ex-presidente Lula abriu vantagem de 20 pontos sobre adversários e se aproxima de cenário de vitória no 1º turno; contra Bolsonaro no 2º turno, diferença é de 22 pontos.

Cena externa

No radar internacional, os índices futuros dos EUA avançam na manhã desta terça-feira, após um pregão mais negativo na véspera em meio a temores sobre a rápida expansão da variante ômicron ao redor do mundo.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse ontem (20) que a nova variante ômicron está se espalhando mais rápido do que a Delta e provocando infecções em pessoas que já se vacinaram contra a Covid-19 ou que se recuperaram da doença.

Nos Estados Unidos, o presidente americano Joe Biden mostra que ainda não desistiu de seu plano econômico “Build Back Better”, de cerca de US$ 2 trilhões, mesmo após o senador democrata Joe Manchin ter dito que deve rejeitar o pacote.

O Senado votará o plano de Biden que visa fortalecer a rede de segurança social e o projeto de lei de política climática em janeiro, apesar da oposição do senador democrata Joe Manchin. Não está claro se os democratas tentarão aprovar um projeto de lei menor que inclua apenas partes do pacote completo.

Ontem, Biden e Manchin se falaram por telefone e reviveram as chances do pacote ser aprovado, com mudanças, em 2022.

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