Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos têm mais uma dia de alta; papéis de inflação oferecem até 5,57% ao ano

Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos têm mais uma dia de alta; papéis de inflação oferecem até 5,57% ao ano

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Em dia de agenda econômica local mais fraca, a sessão desta sexta-feira (7) tem como foco o relatório geral de emprego nos Estados Unidos (payroll). De acordo com analistas consultados pela Refinitiv, a criação de vagas no País deve ter acelerado em dezembro. As estimativas apontam para uma abertura de 400 mil empregos, valor mais alto do que os 210 mil vistos em novembro.

Os dados vêm na sequência da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), que é o banco central americano, e que surpreendeu o mercado com a possibilidade de antecipação da alta de juros neste ano.

Já na cena local, o mercado segue atento aos impactos econômicos provocados pelos pedidos de exoneração de servidores públicos na defesa por reajustes neste ano. Além disso, monitora o corte nas verbas destinadas ao Ministério da Economia e os efeitos práticos disso nas atividades desempenhadas pela pasta.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos negociados no Tesouro Direto segue com alta na manhã desta sexta-feira (7). Após dias de subida mais expressiva, o avanço nas taxas chega até 13 pontos-base (0,13 ponto percentual) entre alguns papéis de inflação.

Às 9h20, os juros reais pagos pelos papéis com vencimento em 2035 e 2045 chegavam a 5,50%, contra 5,37% um dia antes. O Tesouro IPCA+ 2055 e juros semestrais, por sua vez, oferecia retorno real de 5,57% ao ano, na abertura dos negócios hoje. O percentual é maior do que os 5,50% vistos ontem.

Já entre os prefixados, os juros oferecidos pelo Tesouro Prefixado 2024 eram de 11,55% ao ano, contra 11,49%, um dia antes. No mesmo horário, o papel prefixado com vencimento em 2031 e pagamento de juros semestrais oferecia um retorno de 11,28%, ligeiramente acima dos 11,26% ao ano da sessão anterior.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta sexta-feira (7): 

Taxas Tesouro Direto
Fonte: Tesouro Direto

Radar internacional

Além dos dados de emprego nos Estados Unidos, investidores repercutem o avanço da alta de preços na zona do euro.

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro atingiu a máxima histórica de 5% em dezembro, acelerando levemente em relação à alta de 4,9% observada em novembro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

O resultado do mês passado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam arrefecimento da taxa a 4,7%.

Atenção também para a reunião de autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para discutir a concentração de tropas da Rússia próximas à Ucrânia.

Destaque ainda para os preços do petróleo que avançam em meio a instabilidades no Cazaquistão, membro da Organização dos Países Produtores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Dezenas de pessoas morreram ontem (6) após autoridades reprimirem protestos que vêm ocorrendo há dias.

Mobilizações e corte de verbas

Na agenda política, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu suspender ontem (6) as sessões de julgamento de algumas turmas por falta de quórum regimental.

A razão é que vários servidores da Receita Federal pediram exoneração na defesa por reajustes neste ano, após a previsão de incremento no salário de policiais federais no Orçamento de 2022. A categoria afirma que o governo de Jair Bolsonaro (PL) descumpriu acordo para pagamento de bônus.

Também na frente política, reportagem da Folha de S.Paulo traz que a equipe do Ministério da Economia avalia que o corte de R$ 2,5 bilhões na pasta, previsto na tramitação do Orçamento de 2022, pode comprometer atividades a partir de maio.

O corte representa pouco mais de 50% da verba e atinge todas as áreas, com exceção da verba destinada ao Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o jornal, ministérios controlados por aliados dos congressistas, como Cidadania, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, tiveram alta de receitas ou cortes marginais.

Ainda na seara política, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou integralmente o projeto aprovado no Congresso no fim do ano passado que permite o refinanciamento (Refis) de dívidas para empresas que se enquadram no Simples e como microempreendedores individuais (MEIs).

A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. A medida está de acordo com a recomendação do Ministério da Economia.

O veto do Programa de Reparcelamento do Pagamento de Débitos no âmbito do Simples Nacional (Relp) ocorreu porque o projeto possibilitaria a renegociação de até R$ 50 bilhões com o Fisco, mas não indicava fonte para compensar a perda de arrecadação.

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