Tom hawkish do BCE derruba Europa; bolsas dos EUA têm sessão mais curta

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As bolsas da Europa operam sem direção única e sem impulso, tanto positivo quanto negativo, nesta sexta-feira (25), de olho na recente postura hawkish de vários dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), corroborada pela ata da reunião monetária de outubro, divulgada ontem. Apoiado por ações de companhias petroleiras, diante da alta da commodity no mercado futuro, a bolsa de Londres avança com maior força.

Os futuros de Nova York operam em alta, após o feriado de Ação de Graças manter os mercados americanos fechados ontem. O ritmo ainda é de apetite moderado por risco, depois da ata que mostrou a maioria dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) dispostos a relaxar o aperto monetário em breve. Como é tradicional no dia seguinte ao feriado, a sessão nas bolsas será mais curta hoje, com o mercado acionário encerrando às 15h.

De volta às praças europeias, os dirigentes do BCE têm mostrado discordância sobre o futuro do aperto monetário na Zona do Euro, com membros como Isabel Schnabel e Olli Rehn defendendo novos avanços agressivos dos juros, ao mesmo tempo em que a ata da última reunião monetária do BCE informou que alguns nomes da entidade preferiam alta de juros mais branda. 

Além disso, dados da Alemanha, a maior economia da Europa, também ficam no radar. 

No terceiro trimestre de 2022, o país cresceu mais do que inicialmente estimado, apesar de ter enfrentado níveis recordes de inflação e uma grave crise energética em meio à guerra da Rússia na Ucrânia.

A revisão publicada nesta sexta-feira mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) alemão teve expansão de 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo.

Em relação a igual período do ano passado, a economia alemã registrou crescimento de 1,3% entre julho e setembro.

No fim de outubro, a agência de estatística dos país havia originalmente calculado alta de 0,3% do PIB alemão no 3T22 ante o 2T22 e ganho de 1,2% no confronto anual.

Já a confiança do consumidor alemão deve continuar se estabilizando em dezembro, embora permaneça em um nível muito baixo.

O índice prospectivo de opinião do consumidor do grupo de pesquisa de mercado GfK prevê que a confiança subirá para -40,2 em dezembro, de -41,9 em novembro. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam uma leitura de -40,0.

“Os temores de longa data dos consumidores pela disparada dos preços da energia diminuíram um pouco, o que está tendo um impacto ligeiramente positivo no sentimento do consumidor”, explicou Rolf Buerkl, especialista em consumo da GfK. Ele acrescentou que, apesar das pequenas melhorias, a situação continua desafiadora.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa, com investidores preocupados que o aumento de casos de Covid-19 e consequente imposição de restrições à atividade na China pesem sobre a economia de toda a região.

Por aqui, a agenda traz o almoço de fim de ano da Febraban, às 11h, que contará com as presenças do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-ministro Fernando Haddad, que representará o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e é cotado para assumir a Fazenda. Além disso, o BC publica a nota do Setor Externo, às 9h30, e o Tesouro, o Relatório Mensal da Dívida, às 14h30, ambos referentes a outubro.

Na seara de indicadores, o IPC-Fipe subiu 0,53% na terceira quadrissemana de novembro, ganhando força em relação à alta de 0,50% observada na segunda quadrissemana deste mês.

Desempenho dos principais índices às 7h45:

🇺🇸 S&P Futures +0,14%

🇩🇪 DAX +0,04%

🇺🇸 Nasdaq +0,03%

🇬🇧 FTSE +0,32%

🇫🇷 CAC +0,04%

🛢 Petróleo Brent +1,41%

🛢 Petróleo WTI +2,00%

💵 Índice Dólar -0,14%

🇺🇸 S&P VIX +1,67%

🇧🇷 EWZ +3,01%

💰 Bitcoin -0,66%

💲 Ethereum -1,26%

 

(Com Agência Estado)

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