WEG (WEGE3) aponta pressão de margens e diminui previsão de investimentos em 2022

WEG (WEGE3) aponta pressão de margens e diminui previsão de investimentos em 2022

No fim da manhã desta quinta-feira (21), executivos da WEG (WEGE3) comentaram em teleconferência com analistas e gestores os resultados da companhia no segundo trimestre e também sobre perspectivas para o futuro. De maneira geral, os diretores da companhia assumiram que a WEG enfrentou entre abril e junho certa dificuldade em manter suas margens de lucratividade e anunciaram também investimentos menores para o ano.

André Rodrigues, diretor administrativo financeiro, disse que o que tem contribuído para a queda da margem da companhia inclui “um pouco de tudo”. O destaque, porém, fica para a variação do câmbio, com fortalecimento do real no período, e para as margens menores na unidade de renováveis (solar e eólico), onde, segundo ele, “elas sempre foram apertadas”.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,25 bilhão, crescendo 15% no ano. A margem Ebitda da companhia, porém, ficou em 17,5%, 6,7 pontos percentuais menor do que no mesmo período de 2021.

Para o futuro, a WEG vê ainda pressões sobre as suas margens. Se de um lado o recuo do preço do cobre, importante insumo da cadeia de produção da companhia, pode beneficiar a lucratividade, do outro, o câmbio e a inflação são vistos como risco para o braço de energia solar.

Contudo, a margem, avaliou Rodrigues, ficou dentro do esperado e de acordo com o cenário de pressão inflacionária de custos, problemas logísticos e crescimento da empresa em negócios de energia renovável que carregam por si só margens menores que outros segmentos.

“Não temos nenhum indicativo neste momento que a margem vai apresentar redução adicional em relação a que foi observada no último trimestre de 2021”, disse o executivo.

Ele se referiu ao nível de 17,2% apresentando no quarto trimestre de 2021 e que ficou quase três pontos abaixo do registrado no mesmo período de 2020. “A expectativa (para o segundo trimestre) era que não ficasse abaixo de 17,2% e não superasse 18%”, acrescentou.

A empresa destacou o crescimento da geração centralizada de energia solar no país. André Salgueiro, diretor de finanças da WEG, comentou que energia solar segue fazendo sentido devido ao preço de energia. Mas o câmbio e inflação podem alterar custos, uma vez que o segmento fotovoltaico ainda tem alta percentagem de importação de equipamentos e componentes.

Quanto ao recuo de 5,3 pontos percentuais do retorno sobre o capital investido (ROIC, na sigla em inglês), também muito mencionado por analistas, os executivos defenderam que veem a situação melhorando no futuro próximo – a partir do próximo trimestre, a empresa deve passar a sofrer efeitos maiores do reconhecimento de créditos não recorrentes.

Por fim, os diretores da WEG também falaram que a companhia deve investir R$ 1,2 bilhão neste ano, menos do que R$ 1,5 bilhão previsto anteriormente. “A expectativa para este ano é ficarmos em torno de R$ 1,2 bilhão. É o que vamos conseguir”, comentou Rodrigues. “O que a gente não conseguir neste ano, porém, vai ficar para o ano que vem”.

(InfoMoney)

 

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