Yduqs (YDUQ3) e Hapvida (HAPV3) fazem parceria para oferecer cursos de especialização médica

Marina Fontoura, da Yduqs, e Kenneth Almeida, da Hapvida/Intermédica: carga horária e exigências de uma residência (Foto: Silvia Costanti/Valor)

Um mês após Ânima e Dasa anunciarem uma parceria, outros dois grandes grupos de educação e saúde se unem para ofertar cursos de educação médica. A Yduqs, segundo maior grupo de ensino superior, e a Hapvida NotreDame Intermédica, maior operadora de planos de saúde do país, se juntaram na criação de cursos de especialização médica.

Os alunos vão usar a estrutura hospitalar da operadora, que possui uma rede própria com 85 hospitais e 77 unidades de pronto atendimento distribuídos no país.

O que motivou os dois grupos a se unirem é a falta de residência médica, curso tão concorrido quanto o de graduação de medicina. A oferta de residência médica no mercado não acompanha o volume de alunos formados em medicina, todos os anos. Em 2019, por exemplo, 20,3 mil estudantes concluíram a graduação de medicina. Muitos recém-formados acabam não fazendo a residência, e buscam uma especialização, curso menos burocrático para ser aprovado no MEC.

Os primeiros cursos serão nas áreas de pediatria, ginecologia, obstetrícia e clínica médica e ministrados em Fortaleza (CE), Salvador (BA), Belém (PA), Manaus (MA) e Goiás (GO). “Tanto a escolha das áreas médicas quanto das regiões foram baseadas na carência desses profissionais por praça”, disse Kenneth Almeida, diretor executivo de pesquisa, desenvolvimento e educação da Hapvida/NotreDame Intermédica.

“É uma especialização no mesmo padrão de uma residência, tem a mesma carga horária, conteúdo e exigências. E, incluímos outros temas como gestão hospitalar, saúde digital, modelos verticalizados de saúde que não são abordados numa residência”, disse Marina Fontoura, vice-presidente de operações premium da Yduqs e presidente da Idomed, braço de medicina do grupo educacional.

Os alunos aprovados nos cursos de especialização poderão fazer nos hospitais da operadora dois plantões por semana, com remuneração de R$ 1,5 mil, cada, o que gera uma renda mensal de R$ 12 mil. A mensalidade do curso é de R$ 3,8 mil. “Na residência, os alunos têm uma bolsa de R$ 4 mil. No nosso caso, eles poderão fazer os plantões para arcar com a especialização”, disse Marina.

A Yduqs está em negociação com as sociedades médicas para que os alunos da pós-graduação possam fazer a prova para obtenção do título de especialista ao término dos cursos, cuja duração varia de 24 a 36 meses.

A partir do próximo ano, os cursos serão ofertados também em Brasília (DF), Natal (RN), Teresina (PI), Joinville (SC) e Ribeirão Preto (SP) e em hospitais da Intermédica, que tem forte atuação em São Paulo. As companhias também estão desenvolvendo especialização em outras áreas médicas.

A parceria começará com apenas 50 vagas, sendo dez em cada cidade escolhida nessa primeira fase. “Vamos fazer aos poucos porque ainda estamos em fase piloto. Mas com certeza vai aumentar. Quando as turmas estiverem completas, projetamos cerca de 2 mil alunos”, disse Marina. As aulas começam em setembro deste ano.

Há cerca de dois anos, a operadora vinha sendo procurada por diversos grupos educacionais por conta de sua ampla estrutura hospitalar. Hoje, uma das principais dificuldades para montar uma residência médica é a falta de estrutura hospitalar para os estudantes realizarem suas aulas práticas. No futuro, também há intenção de ofertar cursos de atualiz

A parceria entre Ânima e Dasa, anunciada no mês passado, prevê que os alunos de medicina façam estágio dos últimos anos nos hospitais da Dasa e os médicos do grupo de saúde podem fazer cursos de atualização na Ânima. O conteúdo prevê temas ligados a saúde digital e saúde privada.

 

(Valor Econômico)

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