O IPCA-15 avançou 0,76% em fevereiro, maior alta desde abril. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,31%. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou 5,63%, abaixo dos 5,87% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em fevereiro. Os principais destaques foram os grupos Educação (6,41% e 0,36 p.p.), Habitação (0,63% e 0,1 p.p.) e Alimentação e bebidas (0,39% e 0,08 p.p.). Juntos os três grupos representaram cerca de 71% do resultado total. A única queda veio do grupo Vestuário (-0,05%).
A variação do grupo Educação pode ser atribuída aos reajustes que são normalmente praticados no início do ano letivo. Já em Habitação, a alta foi causada em grande parte pelos aluguel residencial (0,89%) e condomínio (0,62%).
Em Alimentação e bebidas, as principais contribuições vieram de cenoura (24,25%), hortaliças e verduras (8,71%) e do leite longa vida (3,63%). Entre as quedas, destacaram-se a cebola (-19,11%), tomate (-4,56%) e o frango em pedaços (-1,98%).
O resultado de fevereiro foi impactado de forma significante pela variação pontual do grupo Educação, portanto o indicador está um pouco mascarado. Ao mesmo tempo, destacamos o grupo Alimentação e bebidas como um dos destaques novamente, reforçando que a inflação de alimentos segue em alta, assim como alertamos em nosso cenário.
Dito isso, o IPCA deve seguir o resultado do IPCA-15 muito em função dos reajustes de mensalidades escolares, aluguéis e condomínios e da inflação de alimentos. No mais, para os próximos meses esperamos novos resultados robustos com a retomada do ICMS.