PIB chinês em linha com as expectativas

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O PIB chinês do primeiro trimestre de 2023 cresceu 2,2% ante o 4T22, embalado pelo fim da política de COVID zero, que permitiu a retomada gradual da atividade econômica no país. Em comparação com o 1T22, o PIB cresceu 4,5%, superando levemente as projeções do mercado de 4% e atingindo o maior patamar desde o 1T22.

Na comparação entre os mesmos períodos de anos diferentes, o crescimento das vendas no varejo foi o maior em quase 2 anos, a produção industrial atingiu a máxima de 5 meses e a taxa de desemprego recuou para o menor nível em 7 meses, reforçando que a China vem ganhando força e deve melhorar ainda mais esses indicadores ao longo do ano.

No mais, as exportações chiensas mostraram recuperação inesperada em março, refletindo esforços para aprofundar o consumo com as nações desenvolvidas e explorar novas oportunidades com países em desenvolvimento.

Os dados recentes da China também mostraram que o processo de reabertura segue em andamento, principalmente no setor industrial, que sofre mais devido à demanda externa deprimida. Tomando um provável cenário de recessão como base, a indústria chinesa não prevê investimentos em 2023, mas isso pode ser alterado com a injeção de estímulos fiscais esperada e as condições monetárias favoráveis.

Por outro lado, o setor terciário continua ganhando ritmo, assim como o consumo e os gastos com infraestrutura ao mesmo tempo que o país registra deflação, deixando o caminho livre para estímulos fiscais pelo governo.

Dito isso, o resultado em linha com as projeções do mercado é positivo para a economia chinesa e mostra um processo de recuperação em andamento, que deve ganhar mais força a partir do 2T.

Como já era de se esperar, a demanda externa será um empecilho na retomada em 2023, mas entendemos que há um represamento forte de demanda doméstica após quase 3 anos de restrições severas contra a COVID.

Além disso, a política monetária atual é bastante expansiva e a China registra deflação na indústria e nos preços aos consumidores, abrindo um espaço muito grande para a injeção de estímulos fiscais por parte do Partido Comunista, o que nos leva a esperar mais aceleração da segunda maior potência do mundo, algo que deve beneficiar o Brasil e empresas e setores expostos a essa retomada.

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