O PMI de Serviços dos Estados Unidos teve alta de 2,1 pontos em janeiro e foi a 46,8, máxima dos últimos 3 meses, indicando uma desaceleração menor do setor terciário do país, mas ainda sólida e que aponta para o cenário de recessão mais leve em linha com o esperado por nós.
Os dados do primeiro mês do ano mostraram mais recuos nos novos pedidos e novos pedidos de exportação, que levaram a produção a cair, mas em taxa mais lenta do que a registrada em dezembro.
Apesar da demanda fraca e queda dos backlogs, os prestadores de serviços continuaram expandindo sua força de trabalho ainda que em ritmo menor, já que algumas empresas fizeram esforços para reduzir seus custos diante do cenário de desaceleração.
Ao mesmo tempo, a inflação de custos cresceu pela primeira vez em 8 meses, retratando a alta de alguns insumos. Entretanto, os custos de produção não sofreram variação e os preços cobrados avançaram no ritmo mais lento desde outubro de 2020.
Em último lugar, a confiança de negócios se fortaleceu puxada por gastos maiores com marketing e investimento em eficiência de custos.
Os serviços e a indústria americana estão caminhando juntos nos últimos meses, indicando uma conjuntura consolidada de demanda fraca, mas um pouco melhor do que as previsões de 2022 indicavam.
Ademais, após os dados fortes do mercado de trabalho hoje, a probabilidade de confirmação de um cenário de “soft landing” ganha ainda mais força já que o pleno emprego deve auxiliar com o desempenho econômico, embora a inflação persistente e a manutenção dos juros em patamares elevados devam ser efeitos adversos resultantes disso.