Benefícios aliviam IPP na Alemanha

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O Índice de Preços ao Produtor alemão registrou deflação de 2,6% em março, ante fevereiro, menor resultado em 4 meses e sexta contração consecutiva. Em comparação com março do ano passado, o indicador registrou alta de 7,5%, desacelerando consideravelmente dos 15,8% registrados em fevereiro.

Novamente, a energia foi a grande responsável pela queda de março graças aos “freios” de preço que foram impostos para limitar 80% do consumo de gás natural de cidadãos e pequenas e médias empresas ao preço de 12 centavos por quilowatt-hora, com desconto de 9,5 centavos para aquecimento.

Entretanto, em relação a março de 2022, os preços da energia ficaram 6,8% mais altos, influenciados exclusivamente pelo gás natural (19,1%), que foi parcialmente compensado pela queda de 18,4% nos preços dos produtos de óleo mineral.

No mais, o preço dos bens não duráveis subiu 15,4% em relação a março de 2022 e 0,7% em relação a fevereiro. Entre anos, o preço dos alimentos avançou 19,2%, influenciado principalmente pelo açúcar (89,2%), batatas preservadas e processadas (46,6%) e carne suína (33,4%). Os preços dos bens duráveis subiram 10%, puxados especialmente pelos móveis (11,7%).

Ainda, os preços dos bens de capital subiram 7,5% muito em função das máquinas (9,4%) e automóveis (5,9%). E os preços dos bens intermediários avançaram 4,7%, amplamente alavancados pelo item vidros, cerâmicas e pedras processadas (24,1%).

Novamente, os auxílios do governo alemão para diminuir as pressões inflacionárias na economia surtem efeito nos indicadores, mas mascaram muito o resultado já que atingem apenas a energia ao mesmo tempo que o núcleo da inflação na principal economia europeia segue avançando e renovando máximas históricas.

Dito isso, vemos o alívio atual como puramente artificial e sem base para uma redução do núcleo da inflação, de modo que esperamos que o núcleo siga persistindo próximo às máximas históricas e ainda podemos ver o preço da energia aumentando novamente quando os benefícios se encerrarem, fatos que devem manter a pressão sobre o BCE alta.

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