As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (26), após a gigante varejista Alibaba anunciar a pretensão de elevar a listagem em Hong Kong de secundária para primária. Na Coreia do Sul, o PIB superou a projeção de alta para o segundo trimestre.
As ações do Alibaba saltaram 4,82% em Hong Kong diante do plano sobre a nova listagem das ações, que deve acontecer até o fim deste ano. A mudança deve tornar os papéis mais acessíveis a investidores da China continental, além de potencialmente proteger a empresa da pressão regulatória em ambos os lados do Pacífico.
Pequim e Washington permanecem em desacordo sobre as auditorias de empresas chinesas listadas nos EUA. Mais de 250 empresas chinesas, incluindo o Alibaba, vão encarar um deslistamento em massa em Nova York caso os dois países não cheguem a um acordo para inspeção dos documentos de auditoria das companhias chinesas por reguladores americanos.
As praças asiáticas também acompanharam o PIB da Coreia do Sul, cujo crescimento foi de 0,7% no segundo trimestre ante o período imediatamente anterior, quando a economia sul-coreana avançou 0,6%. O resultado superou a projeção de economistas consultados pela Reuters, de 0,4%.
O desempenho da atividade econômica no país suporta uma continuidade dos apertos de juros pelo Banco da Coreia (BoK), que subiu as taxas em 0,5 p.p. — um reajuste sem precedentes — na última reunião de política monetária.
“A economia inevitavelmente vai desacelerar, devido à inflação prolongada e ao arrefecimento das exportações, mas as leituras sólidas de hoje são um bom impulso para o banco central, que vê a inflação como o principal risco por enquanto”, disse Chun Kyu-yeon, economista da Hana Financial Investment.
A bolsa japonesa contrariou o desempenho positivo de seus pares no continente, com fechamento moderadamente negativo, puxado por ações ligadas a transporte marítimo e videogames.
🇨🇳 Shanghai +0,83% (3.277)
🇯🇵 Nikkei -0,16% (27.655)
🇭🇰 Hang Seng +1,67% (20.906)
🇰🇷 Kospi +0,39% (2.413)
(Com Reuters, Dow Jones Newswires e Agência Estado)