A produção industrial americana contraiu 0,1% em janeiro, em relação a dezembro, contrariando expectativas de crescimento de 0,2%. No período, a produção manufatureira caiu 0,5% e a mineração recuou 2,3%, ambas afetadas por uma frente fria que causou temperaturas mais baixas.
Por outro lado, a produção dos serviços públicos cresceu 6%, beneficiadas pela maior demanda por aquecimento. A utilização da capacidade do setor caiu 0,2 p.p. para 78,5%, uma taxa 1,1 p.p. abaixo da sua média de longo prazo.
Entre as manufaturas, a produção de bens não duráveis (-1,1%) puxou as quedas e foi acompanhada pela produção das “outras manufaturas” (-0,2%), enquanto a produção de duráveis teve alta marginal.
Entre os duráveis, os ganhos mais expressivos vieram de equipamentos elétricos, eletrodomésticos, e componentes, bem como equipamento de transporte aeroespacial e diverso.
Já entre os não duráveis as quedas foram amplas, com destaque para o impacto climático sobre os índices de produtos de petróleo e carvão, químicos, e produtos de plástico e borracha.
De forma semelhante, a mineração foi afetada pelo frio, que gerou reduções nas extrações de petróleo e gás natural e na produção de carvão. Por outro lado, os serviços públicos de eletricidade e gás natural registraram aumentos de 4,7% e 13,9% em seus níveis de produção, respectivamente.
Grande parte da contração de janeiro está associada ao impacto causado pela mudança climática repentina que levou a paralisações em fábricas em algumas regiões do país, de modo que enxergamos um resultado pontual.
Contudo, há a expectativa que uma nova massa polar atinja os Estados Unidos entre a segunda metade de fevereiro e o início de março, podendo comprometer alguns segmentos da indústria novamente.
De modo geral, com o fim do inverno no hemisfério norte devemos observar resultados melhores na indústria à medida que o consumo dos americanos se mantém saudável e o ciclo de cortes de juros deve ter início nos próximos meses.
