De pai para filho: trader e profissional do mercado financeiro, Daniel Braga recebeu do pai o gosto pela bolsa

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Alcidir Braga foi o primeiro trader da vida do filho. Comprava e vendia ações em uma época em que salas de trading ao vivo não eram sequer uma possibilidade, munido de ferramentas como o Jornal do Commercio.

Em 1989, Alcidir vendeu o apartamento da família na Barra da Tijuca e alocou todo o capital em ações da antiga Telebrás – indicação do economista Álvaro Bandeira em um artigo de jornal. Transformou o capital, de aproximadamente US$ 50 mil, em quase US$ 1 milhão.

Daniel Braga, hoje com 40 anos e sócio fundador da Nomos Investimentos, lembra com detalhes da rotina do falecido pai, a ponto de lembrar das ações da carteira dele.

“Eu muito cedo pude ver o sucesso do meu pai e depois a derrota do meu pai”, relatou na live Trader e Pai, promovida pela Nomos nesta semana.

Seu Alcidir operava sem conhecimento aprofundado e o resultado foi ruim tão logo chegaram a Crise do México e a Crise dos Tigres Asiáticos, ambas na década de 90. Precisou se desfazer dos investimentos para empregar o capital no sustento da família.

Entre os altos e baixos da jornada de investidor, o legado de pai para filho evidentemente foi positivo. Daniel, além de profissional do mercado financeiro, opera day trade e é pai de dois filhos, Arthur e Théo.

Por ter visto os dois lados da bolsa de valores ainda pequeno, guardou como herança a percepção de risco. “Esse medo de perder tudo eu aprendi desde cedo”, sintetiza. Longe de ser algo ruim, prossegue, esse medo é um fator de sobrevivência no day trade. 

Hoje, a estratégia de trading de Daniel foca em fator de lucro acima da taxa de acerto. Isto é, ele não acerta muitas operações, mas quando erra fica com perdas mínimas, e quando está em uma posição ganhadora aumenta a exposição. 

Nem sempre foi assim. O gerenciamento de risco do trader foi lapidado também por um momento de grande perda nas próprias operações, sobre o qual já falou ao TradeNews.

De alguém que se expunha demais à renda variável quando jovem, Daniel hoje toma menos risco por pensar nos filhos. Inclusive, os pequenos são bem-vindos enquanto o pai está no computador negociando ações – exceto durante as primeiras horas de pregão, quando Daniel prefere quietude para montar as operações do dia.

No geral, ao invés de atrapalharem, os filhos são incentivo para o trabalho do pai. “Eu tenho um senso de felicidade em ver as crianças por perto”, diz. “Dá vida ao ambiente, é bom.”

Até o momento, as crianças ficam por perto por apego ao pai e não aos trades. Quer dizer, o mais velho já mostra certo interesse por finanças. “Jogo para ele tem que ter dinheiro”, revela Daniel, contando a preferência do menino por jogos como Banco Imobiliário e Jogo da Vida. 

O pai aproveita para lançar sementinhas de empreendedorismo na criança. Com o legado de Daniel e Alcidir, não espantaria se Theo ou Arthur mantivessem a bolsa de valores como tradição familiar. 

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