A taxa de desemprego brasileira recuou para 7,8% no trimestre móvel encerrado em agosto, número 0,1 p.p. abaixo do registrado anteriormente e que marca a quinta queda consecutiva. Essa é a menor taxa de desocupação desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015.
A população desocupada recuou 5,9% entre trimestres para 8,4 milhões, menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015. Ao mesmo tempo, a população ocupada cresceu 1,3% e chegou a 99,7 milhões. O nível da ocupação foi estimado em 57%, um avanço de 0,6 p.p. em relação ao trimestre de fevereiro a abril.
No mais, a taxa composta de subutilização foi de 17,7%, valor 0,5 p.p. menor do que o computado nos três meses anteriores. Essa é a menor taxa desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. A população subutilizada caiu 2,2% no período e foi a 20,2 milhões, menor contingente desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2016.
Já o número de empregados com carteira assinada teve alta de 1,1% e chegou a 37,248 milhões, máxima desde fevereiro de 2015. Por outro lado, o número de empregados sem carteira avançou 2,1% para 13,2 milhões. A taxa de informalidade foi de 39,1%, uma alta de 0,2 p.p. em relação ao trimestre anterior.
Por último, o rendimento real habitual ficou estável no trimestre em R$ 2.947, enquanto a massa de rendimento real habitual renovou o recorde histórico ao atingir R$ 288,9 bilhões, um crescimento de 2,4% t/t.
Assim como foi no trimestre encerrado em julho, vemos uma queda mais lenta do desemprego do que nos resultados anteriores, mas a tendência se mantém e atinge novos recordes positivos, reiterando a melhora do mercado de trabalho brasileiro. Ainda assim, o aumento da informalidade e o patamar elevado da mesma refletem a fragilidade dos empregos.
Por fim, antecipamos mais quedas no desemprego ao longo dos próximos meses diante do cenário de redução de juros e aumento do nível de atividade, fatores que podem refletir positivamente sobre os setores de consumo mais elásticos.
