Indústria do Brasil vai à máxima recente com otimismo

BRASA

O PMI Industrial brasileiro cresceu 1,2 ponto em julho e foi a 47,8, maior nível em 5 meses. O índice, entretanto, segue em território contracionista pelo nono mês seguido.

Segundo os participantes da pesquisa, condições econômicas difíceis e demanda desfavorável dos clientes reduziram os pedidos em julho. A queda mais recente nas vendas foi a décima consecutiva, mas também a mais lenta desde fevereiro.

Consequentemente, os níveis de compras das empresas caíram pelo décimo mês seguido e os custos dos insumos caíram no ritmo mais acelerado da história* da pesquisa, que teve início em fevereiro de 2006. Além disso, os preços cobrados pelos produtos recuaram pela quarta vez consecutiva, registrando uma taxa de desconto mais forte desde junho de 2009.

Em outras áreas, os fabricantes de produtos sinalizaram uma queda em novos pedidos para exportação, estendendo a atual sequência observada desde março de 2022. Os participantes mencionaram demanda mais fraca de países da América Latina, em particular Argentina e Colômbia.

Com a redução do total de novos pedidos, os produtores voltaram a cortar a produção, estendendo a sequência atual de contrações para nove meses, e houve nova rodada de demissões, com ritmo modesto. No mais, os prazos médios de entrega de insumos diminuíram a um ritmo quase recorde.

Por fim, os fabricantes se mostraram mais otimistas com relação às perspectivas de crescimento no futuro, amparados principalmente por previsões de que o controle inflacionário permitirá cortes na taxa de juros, mas também por expectativas de expansão e diversificação de produtos.

Observamos um PMI Industrial bastante em linha com o resultado da produção industrial, embora os períodos de análise sejam diferentes. Como relatamos, as taxas de juros elevadas, a demanda vacilante por bens e o momento macroeconômico externo ruins são determinantes na contração da indústria brasileira e é um cenário que se repete por todo o mundo.

Além disso, também observamos a manutenção da queda dos preços e as perspectivas positivas dos produtores com relação aos cortes de juros, que devem amparar a retomada do setor. Sendo assim, reiteramos as perspectivas desafiantes no curto prazo e melhora no médio e longo prazos.

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