O PMI Industrial dos Estados Unidos cresceu 2,7 pontos em julho e foi a 49, maior patamar em 3 meses, mas também o terceiro mês seguido que o setor está em contração.
Os produtores americanos sinalizaram uma nova queda na saúde da indústria do país em julho, prejudicada por mais uma contração nos novos pedidos à medida que as demandas doméstica e externa continuaram deprimidas diante de maior hesitação dos clientes e menos ímpeto dos consumidores.
Como resultado, as fábricas reduziram seus níveis de compras e os estoques foram amplamente esgotados. Ao mesmo tempo, os preços dos insumos cresceram pela primeira vez em três meses, embora a alta tenha sido apenas marginal, algo que foi atribuído às cobranças mais elevadas dos fornecedores.
Alguns fabricantes sugeriram que os vendedores estavam repassando as despesas mais altas com salários para os clientes. Entretanto, em um esforço para permanecer competitivos, as empresas deixaram seus preços de venda praticamente inalterados, mas algumas buscaram repassar os custos aos consumidores.
Apesar das condições ruins de demanda, o número de funcionários cresceu em um dos ritmos mais acelerados do último ano, visando preencher vagas antigas e antecipando projeções de maior demanda dos clientes ao longo dos próximos meses.
Por fim, o otimismo se fortaleceu em julho, com o nível de confiança atingindo a máxima desde maio do ano passado. As expectativas positivas foram fortalecidas por investimentos planejados em expansão da capacidade, e gastos com marketing para conquistar consumidores.
A indústria americana também enfrenta dificuldades relacionadas à demanda doméstica e internacional que podem ser relacionadas às taxas de juros altas e deterioração dos grandes parceiros econômicos, especialmente na Europa.
Ademais, a retomada da inflação em julho reflete a dificuldade de controlar os preços na maior economia do mundo. Isso, em conjunto com a robustez do mercado de trabalho e o bom desempenho da economia podem levar o FED a reajustar a taxa de juros mais uma vez até o final do ano.
Dito isso, esperamos que o setor siga enfrentando dificuldades no curto e médio prazo e perca ritmo até o final do ano, em linha com o cenário de recessão para 2024.