IRB [IRBR3] dispara e lidera ganhos do Ibovespa; petróleo reverte ganhos com dólar forte e dados fracos da China

OIP

O Ibovespa tem queda modesta nesta quinta-feira (03), e segue na marca dos 115 mil pontos, pressionado pelas blue chips, com destaque para Vale [VALE3], que recua mais de 3%, derrubando o setor. O recuo ocorre apesar da valorização do minério de ferro na China. 

Além disso, há preocupações com juros no exterior, após o Fed, ontem, e o BoE, hoje, aumentarem os juros. Por aqui, há incertezas sobre a transição de governo, principalmente em relação ao futuro ministro da Fazenda e como será conduzida a economia na nova gestão.

As ações da Braskem [BRKM5] aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa, exibindo perdas de cerca de 3%. Além do mau humor generalizado, investidores também repercutem a indefinição sobre o processo de venda da empresa em meio a um novo governo no Brasil. 

Conforme mostrou o portal Broadcast, o processo vai depender da estratégia que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá para a Petrobras [PETR3; PETR4]. A única proposta que a Novonor tem na mesa no momento é a da gestora norte-americana Apollo, e que inclui a compra da fatia que pertence à estatal.

Os papéis da Petrobras também operam em queda de cerca de 1%. No geral, as petroleiras caem nesse início de pregão, diante da queda do petróleo no mercado internacional e da aversão ao risco generalizada.

PetroRio [PRIO3] e 3R Petroleum [RRRP3] recuam 1,99% e 1,63% respectivamente. PetroRecôncavo [RECV3] segue em direção oposta ao setor e avança 0,63%. 

Ocupando a terceira posição na lista de maiores baixas, os ativos da Eneva [ENEV3] recuam 3,54%. Apesar do dia ser de queda generalizada na bolsa, o papel também sente a notícia de que Pedro Zinner, CEO da companhia, deve sair até 31 de março de 2023. A empresa não anunciou nome para substituí-lo.

O Itaú BBA considerou a notícia negativa, apesar de a empresa não ter dado detalhes sobre a saída do executivo. O banco alerta, no entanto, que uma queda do papel pode abrir uma oportunidade de compra para quem quer se posicionar para o longo prazo. O Safra, por sua vez, tem visão positiva para a Eneva apesar da notícia. Em breve comentário a clientes, o banco destaca o potencial dos ativos adquiridos, todos interessantes em termos de taxa de retorno. Além disso, acrescenta, há ainda outras oportunidades, não só em leilão de capacidade mas também de plantas de geração a gás, especialmente nas costas do Nordeste e do Sudeste. 

Após um início de sessão predominantemente no vermelho, algumas ações inverteram o sinal e engataram altas consistentes. IRB [IRBR3], Méliuz [CASH3], Magazine Luiza [MGLU3] e Fleury [FLRY3] estão entre as maiores altas do Ibovespa. 

Segundo operadores, investidores estão se posicionando em papéis descontados ou atrelados à taxa de juros, que sobe hoje. Não há notícias específicas que justifiquem o movimento. Méliuz, por exemplo, acumula queda de 60% no ano, enquanto IRB tem perdas acumuladas de 73%.

Fora do Ibovespa, Porto Seguro [PSSA3] exibe ganhos de 4,61%, beneficiada pela dupla elevação de recomendação do Morgan Stanley e do UBS. O papel aparece entre as maiores altas do mercado.

O Morgan Stanley elevou a recomendação para a ação da empresa de underweight (equivalente a venda) para overweight (equivalente a compra), com preço-alvo de R$ 32, o que representa um potencial de alta de 37% ante o último fechamento. Já o UBS elevou de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 29, com potencial de alta de 24% ante o fechamento de terça-feira.

O papel chegou a avançar 5,3%, a R$ 24,64, acima de qualquer preço de fechamento desde 12 de novembro de 2021.

Desempenho do Ibovespa em 3 de novembro (Fonte: Bloomberg)

 

O dólar reduz ritmo de alta, com a diminuição da demanda local pela moeda. O alívio na valorização intradiária da moeda americana reflete, além de ingressos de investidores estrangeiros, um aumento das vendas do dólar por exportadores no mercado à vista, apoiando um fluxo comercial positivo.

Além disso, houve também desmonte parcial de posições compradas no mercado futuro, principalmente após o dólar desacelerar mais cedo aos níveis de R$ 5,20. 

🇧🇷 Ibovespa -0,80% (115.989 pontos)

💵 Dólar +0,19% (R$ 5,12)

Cotações registradas às 12h10

 

Commodities

O petróleo recua cerca de 1%, revertendo boa parte dos ganhos da sessão anterior. O mercado é influenciado pela força do dólar e também por sinais da economia da China.

Autoridades sanitárias chinesas reforçaram compromisso com uma política rígida para controlar a Covid-19, que tem pesado na atividade local. 

Na agenda de indicadores, o PMI de serviços da China recuou de 49,3 em setembro a 48,4 em outubro, na mínima desde maio, com o PMI composto em baixa a 48,3, com os resultados afetados pela política de Covid-Zero. 

O minério de ferro voltou a subir, pelo segundo pregão seguido, após fortes quedas. 

🛢 Brent -0,93% (US$ 95,27)

🛢 WTI -1,42% (US$ 88,72)

🇨🇳 Minério de ferro +1,12% (US$ 87,34)

Cotações registradas às 12h10; minério de ferro referente a Dalian

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