Max e Tonello dão possível gatilho de compra para VALE3

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Os analistas Max Bohm e João Tonello compartilharam suas visões sobre o desempenho de VALE3, WIZS3, MLAS3, ALLD3 e LAVV3 na live do Ação e Reação desta semana, realizada na última segunda-feira (01), no canal da Nomos TV

Vale [VALE3]

Esperar momento

No nível de R$ 60, Max afirma que o papel “aguenta desaforo”. Ou seja, por fundamento, ele acredita que tudo de negativo que aconteceu com o papel já está incorporado no preço – minério de ferro caindo de US$ 130 para US$ 100; a China sem os estímulos fiscais esperados pelo mercado; as multas relacionadas aos desastres dos últimos anos; e a tentativa do governo de emplacar Guido Mantega como CEO da companhia.

Apesar da possibilidade do minério cair para US$ 90, o analista pontua que enxerga o patamar de US$ 100 como suporte da commodity. Além disso, ele acredita em novos estímulos chegando na China, e mais notícias sobre a mudança do CEO no segundo semestre. 

“Também acho baixa a probabilidade de mais multas”, acrescentou.

Atualmente, o papel que negocia a 3,5 vezes EV/Ebitda – indicador que relaciona o valor da companhia (EV) e o seu Ebitda (geração de caixa) –, enquanto BHP e Rio tinto negociam a 4,5 e 5 vezes, respectivamente, o que torna Vale mais barata que seus pares internacionais, pagando ainda 10% de yield.

“Para mim, é um call assimétrico por fundamento. O investidor tem mais para ganhar do que perder”, frisou.

Nesse caso, Tonello aponta que o que fazer com o ativo deve ser definido a partir de filtros fundamentalistas. 

“A análise técnica, às vezes, vai te dar vontade de vender ativos muito bons, que eu acho que você deve só acumular”, explicou.

Nos gráficos, o analista destaca um ponto “divisor de águas”, R$ 58,48, o qual VALE3 não deve chegar a trabalhar abaixo, conseguindo segurar. 

Desempenho diário de VALE3 em 1° de abril de 2024. [Fonte: João Tonello/TradingView]

Ele ressalta ainda que a queda do minério é interessante para a companhia, mas que o ativo pode sentir caso a commodity chegue aos US$ 98. Porém, graficamente, o papel faz uma tentativa de fundo –  ou W – com fechamento acima da média 9, desce e faz um fundo duplo. 

“Então, é esperar romper R$ 63,49, acelerando compras, chegar numa zona de suporte R$ 58,48, ou chegar no suporte R$ 54,86. Seriam os cenários de compra no ativo”, disse.

Wiz [WIZC3]

Esperar momento

A companhia estava fora do radar de Max há um tempo, depois da saída do antigo CEO, Heverton Peixoto, que “montou a Wiz de hoje, por meio de aquisições e parcerias muito importantes”. 

De acordo com o analista, a saída de Heverton foi mal conduzida pelo conselho, de uma hora para a outra. No entanto, o resultado do quarto trimestre de Wiz chamou sua atenção. 

O resultado “muito bom”, mostra que a empresa retomou o crescimento de receita, melhorou margem, além de demonstrar operação desalavancada. A companhia está subindo cerca de 2,5% no ano, negocia a 8 vezes Preço/Lucro – relação entre o preço atual de uma ação dividida pelo lucro por ação desse ativo –, e paga 6% de yield. 

“Acho que fiquei um pouco ressabiado com a saída do CEO, mas parece que o novo botou a empresa novamente nos trilhos, depois de um período longo. Por fundamento, compra o Wiz”, afirmou.

Graficamente, Tonello vê WIZC3 com bons olhos. O ativo fez uma orientação de puxada de alta “interessante”. É um ativo que, historicamente, é muito bem comprado a R$ 5, segundo o analista.

Desempenho semanal de WIZC3 em 1° de abril de 2024. [Fonte: João Tonello/TradingView]

Neste momento, ele prossegue, WIZC3 está conseguindo fazer uma movimentação de fundo arredondado para rompimento, o que mostra movimento sólido de compra. 

Inicialmente, pela forma como o ativo se comporta, sem volume de rompimento, Tonello aponta que não há gatilho de compra agora. 

“Ele está muito bonito para a gente comprar daqui uns dois dias, daqui a um descanso”, refletiu. “Mas hoje eu não tenho gatilho, porque o padrão, com esse volume, pode ser muito falho e perigoso para nós”.

Multilaser [MLAS3]

Esperar momento

Multilaser soltou um resultado “ruim”, mas na conference call o CEO falou que o pior ficou para trás, de acordo com Max. Logo depois da fala, o papel chegou a subir 18%.

“No ano passado, a companhia errou na operação, estratégia comercial, e ficou com estoque muito alto”, ponderou. “Realmente deu tudo errado para Multilaser”. 

A empresa negocia a 0,5 vezes o Preço/Valor Patrimonial. E, “apesar da dificuldade”, Multilaser conseguiu preservar caixa. 

Max ressalta ainda que o primeiro trimestre de 2024 será muito importante para entender se o CEO falou sério, entregando indicadores operacionais e financeiros melhores. 

“É um call de risco, mas, por fundamento, eu tenho Multilaser”, destacou.

Nos gráficos, Tonello destaca que MLAS3 mostra rompimento de resistência, com espaço de upside. O ativo está numa zona de semi-gap – a forma como o ativo se conduz de forma direcional em poucos candles diante de uma perna – para ser completada por R$ 2,92.

Desempenho semanal de MLAS3 em 1° de abril de 2024. [Fonte: João Tonello/TradingView]

Ele diz que o volume foi atípico na movimentação de alta a partir da fala do CEO, mas não foi um volume que foi continuado, baixíssimo comparado com momentos anteriores. 

“Nesse momento, eu vejo com muito bons olhos, mas seguro um pouquinho mais para dar um gatilho de compra”, indicou.

Lavvi [LAVV3]

Esperar momento

A construtora de alta renda anda 7,3% neste ano, negociando a 1,3 vezes Preço/Valor Patrimonial – preço de uma ação dividido pelo valor patrimonial. Além disso, a companhia paga yield acima de 6%. 

“É um dos cases interessantes que gosto do setor de condição civil. Por fundamento, está na minha carteira dividendos”, frisou.

Graficamente, Tonello diz que não está óbvio se LAVV3 é compra, trabalhando em movimentação de topos e fundos ascendentes.

Desempenho semanal de LAVV3 em 1° de abril de 2024. [Fonte: João Tonello/TradingView]

Ele explica que o ativo tinha tentado diminuir um pouco a movimentação de alta, com o topo um pouco baixo. 

“Estranhamos um pouco essa movimentação da perna de alta”, comentou.

O papel, continua o analista, acaba de bater 100% da projeção, que já é um primeiro alvo “relativamente interessante”. 

Por outro lado, o papel continua resiliente. 

Segundo o analista, no gráfico semanal, as compras devem ser próximas da média 9. Então, nos momentos que o gráfico distancia da média 9, há uma maior chance de corretiva até que o ativo volte a subir. 

“Sou super comprador do ativo dentro de um canal de alta, mas eu quero comprar ele mais pertinho da média 9 para tentar ter um pouco mais de tranquilidade na movimentação altista”, concluiu.

Allied [ALLD3]

Não é momento

Max afirmou que a companhia sobe 26% no ano, negocia a 0,6% vezes Preço/Valor Patrimonial, e possui baixa alavancagem. Além disso, lançou um provento “muito interessante” na semana passada, fazendo o papel “voar”. 

Antes, o provento era de 13% de yield. “Com a alta, quem compra agora consegue 10% de yield líquido, porque é um JCP em Allied”, explicou.

A empresa depende de desalavancagem, redução de dívida do consumidor brasileiro e melhora de perspectivas macroeconômicas. A redução de juros também é muito importante, tornando o case interessante para os próximos meses.

No mês anterior, a empresa andou “muito bem” nos gráficos, segundo Tonello. A movimentação de alta do mês passado veio muito embasada na movimentação de barra vermelha ignorada em pivô de alta semanal.

Desempenho semanal de ALLD3 em 1° de abril de 2024. [Fonte: João Tonello/TradingView]

Nesse momento, no entanto, ao abrir com mais detalhes a movimentação do ativo, ALLD3  mostra gap e engolfo, com um pouco de exaustão de movimento. “Não gostaria de clicar imediatamente no ativo”, disse.

O analista sugere compras do ativo perto de R$ 8,40, R$ 8,17 e R$ 8,20.

Assista à live completa:

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