Papel e celulose: o mercado não precificou os grandes projetos de Suzano [SUZB3] e Klabin [KLBN11]

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Apesar da perspectiva inicial de queda no preço da celulose em 2022, o que seria benéfico para o setor de papel e celulose, Suzano [SUZB3] e Klabin [KLBN11] acumularam queda de cerca de 15% e 20%, respectivamente, no ano passado. A realidade foi bem distante das expectativas devido a problemas na oferta de celulose e ao atraso no aprimoramento da capacidade de players mundiais (principal fator que influenciou no otimismo em 2022) atrelados ao crescimento contínuo da demanda.

“A demanda cresce cerca de 120 mil toneladas por mês, e [por isso] o preço da celulose só subiu, chegando acima de US$ 800 por tonelada, que se manteve por boa parte do ano. Só no fim de dezembro e agora em janeiro que começou a queda [no preço] que era esperada por ano passado”, afirma Vitor Polli, analista do setor de papel e celulose da Levante Corp.

Para 2023, o analista enxerga queda no preço da commodity, o que afetaria mais SUZB3 por conta da maior exposição ao mercado externo. Apesar da expectativa de que “com certeza vai prejudicar os resultados” de ambas, o analista “acredita que já está mais do que prejudicado nas ações das duas empresas”, porque no ano anterior o preço subiu e os ativos tiveram trajetória inversa.

Perfis

Suzano é uma empresa que comercializa celulose e papel. Ela possui mais de 80% da receita proveniente do capital externo, tendo a China como principal parceiro comercial. “É uma empresa praticamente dolarizada, já que a commodity é negociada em dólar”, diz Vitor.

Enquanto Suzano trabalha exclusivamente com fibra curta, Klabin atua com as três fibras: curta, longa e fluff. A última tem cerca de 40% associada ao mercado externo com exportação de celulose, os outros 60% estão relacionados ao papel, como os usados em embalagem de delivery e e-commerce. Klabin é lider no mercado doméstico de embalagens.

A Klabin está investindo em seu novo e maior projeto da história da empresa, o Puma II, com cuto de R$ 12,9 bilhões. O novo complexo industrial aumentará a capacidade de produção de papel cartão. Contudo, por enquanto, ela está usando muita madeira de terceiros, o que vem aumentando os custos de produção.

Recomendação

A recomendação da Levante é de compra para os dois ativos, mas Vitor assume que há preferência por SUZB3, “por ter custo menor, ser a líder do setor, estar gerando bastante caixa e ter o Projeto Cerrado.”

O Projeto Cerrado é o maior investimento privado do Brasil, quase R$ 20 bilhões que serão aplicados em 2024, para a construção de uma nova fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul.

Apesar de prometer aumentar a capacidade de produção e reduzir os custos, o analista afirma que este investimento ainda não está precificado: “o mercado em momento ruim não dá valor nenhum a projetos futuros.”

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