Para Gustavo Heilberg, da HIX, cenário econômico é pouco relevante quando há equação de bom investimento

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Empreender e investir. Enquanto o primeiro lida com a realidade concreta, negócios visíveis e pessoas reais, o segundo consiste no abstrato das informações de compra e venda registradas na tela do computador ou celular.

É contra tal compreensão que Gustavo Heilberg, CEO da HIX Capital, se pronuncia. Em painel no evento Nomos Wealth Summit, promovido na última sexta-feira (30), ele comentou sobre como as pessoas em geral enxergam a bolsa de valores – erroneamente – como “algo muito teórico”.

O conceito não poderia ser mais equivocado. Alocar em bolsa exige olhar de empreendedor, isto é, observação da estrutura das companhias, entendendo que o acionista é participante do negócio. Como prova da tese, o gestor apresenta a história da HIX. A gestora nasceu da união de executivos advindos da “economia real” para o mercado de capitais.

A experiência prévia dos fundadores gerou uma filosofia de investimentos centrada na análise profunda de empresas e com objetivos de longo prazo.

O exemplo prático mais expressivo de tais conceitos é o caso da Senior Solution. Em 2015, a HIX adquiriu participação na, à época, maior desenvolvedora de software para empresas do mercado financeiro.

Dos R$ 10 milhões de Ebitda há oito anos, a Senior Solution chegou em 2023 com R$ 200 milhões. Agora o nome é Sinqia, e foi vendida este ano pela HIX à porto-riquenha Evertec por R$ 2,5 bilhões.

Pelo cenário macroeconômico no momento da compra, era difícil imaginar um desfecho tão positivo do negócio. 2015 marcava o primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rouseff na presidência da República, lembra Rodrigo. No entanto, ambientes de temor quanto ao futuro do Brasil “são horas boas fazermos negócios”.

A lógica é a mesma na bolsa de valores e na dita economia real. Há sempre alguém que deseja se desfazer de um ativo por alguma razão, dando oportunidade de comprar bons negócios.

O importante é achar solidez na empresa, independentemente do cenário político, reforça o gestor. Quando há uma equação de bom investimento, “a macroeconomia é muito pouco relevante para o resultado final”.

O CEO vê o Brasil como celeiro de oportunidades de bons investimentos. A metáfora é intencional: a HIX hoje tem posição ampla no agronegócio.

A fatia mais significativa da gestora é na Boa Safra [BOAS3], maior produtora de soja nacional hoje e em crescimento nos segmentos de feijão e milho. A empresa tem atualmente 8% de participação de mercado. Eram 6% quando a HIX adquiriu participação.

Há uma base de consolidação enorme para o setor, explica Rodrigo. “Agro foi o motor do Brasil e vai continuar sendo.”

Seguindo a tradição de olhar para companhias menos visadas na B3, a HIX investe também na Vittia [VITT3], 3Tentos [TTEN3], Orizon [ORVR3] e OceanPact [OPCT3].

Para a gestora, no fim das contas, investir é empreender.

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