Os pedidos de bens duráveis americanos recuaram 5,2% em julho, ante junho, superando com facilidade as expectativas do mercado de queda de 4% e marcando a queda mais expressiva desde abril de 2020.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, entretanto, houve crescimento de 4,4%. Por outro lado, o núcleo dos pedidos, que exclui os equipamentos de transporte, avançou 0,5%, terceiro mês seguido de alta.
A demanda por equipamentos de transporte recuou 14,3% no período e liderou as quedas, muito influenciada pelas aeronaves comerciais (-43,6%) e aeronaves de defesa (-10,9%), enquanto os veículos motorizados (0,8%) aumentaram.
Outras quedas vieram de bens de capital (-13,7%) e computadores e produtos eletrônicos (-0,1%). Já entre as altas, se destacaram o maquinário (1,1%), os equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes (1%) e os produtos fabricados de metal (0,7%).
No mais, os pedidos de bens de capital não defensivos excluindo aeronaves, um proxy de investimento observado de perto, cresceram 0,1%.
Ignorando a queda recorde do indicador geral, já que a mesma é causada pelos itens mais voláteis, vemos um novo crescimento do núcleo de pedidos de bens duráveis e uma consequente indicação de resiliência do setor que está em linha com o resultado da produção industrial de julho.
Apesar disso, esperamos desacelerações nos indicadores industriais ao longo dos próximos meses causadas pelos juros elevados e pela demanda baixa por bens, como já foi refletido na prévia do PMI Industrial de agosto no dia de ontem.