Petróleo puxa produção industrial americana

A produção industrial americana avançou 0,4% em agosto. A variação resulta das expansões de 0,1% da atividade manufatureira, 1,4% da mineração e 0,9% dos serviços públicos.

Em comparação com agosto do ano passado, a produção industrial foi 0,2% maior. A utilização da capacidade foi de 79,7%, em linha com a média da série histórica.

Na atividade manufatureira, a produção de bens não duráveis (0,2%) puxou o crescimento, seguida pela produção de bens duráveis (0,1%). A outra fabricação teve queda de 0,2%.

Entre os duráveis, destacam-se a produção de metais primários (1,6%), maquinário (2%) e equipamento de transporte diverso e aeroespacial (3,3%). Do lado negativo, a produção de veículos motorizados e partes (-5%) foi o principal fator de impacto.

Entre os não duráveis, ganhos de mais de 1% foram computados nos índices de impressão e suporte e de produtos químicos, que foram parcialmente compensados por quedas em outras atividades.

Em agosto, a mineração avançou puxada principalmente pela variação de mais de 3% da extração de petróleo e gás natural.

A produção industrial americana nos mostra um aumento bastante influenciado pela mineração, graças ao encarecimento do barril do petróleo e seus derivados, e pelos serviços públicos, provavelmente associado à demanda por eletricidade causada pelo forte calor no país.

Por outro lado, o setor automotivo é o destaque negativo e deverá permanecer assim no curto e médio prazo, já que os trabalhadores do “Big Three” entraram em greve hoje e as taxas de juros altas seguirão pressionando por mais tempo.

No mais, esperamos desaceleração na indústria à medida que a economia americana ruma para o cenário de “soft landing”.

[Fonte: Benndorf Research]
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