Pré ou pós-fixado? Qual escolher?

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As aplicações de renda fixa cresceram 25% no primeiro semestre de 2022 quando comparado ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). 

“Renda fixa é dívida”, afirma Rodrigo Correa, estrategista de investimentos da BS/ BRA, “o investidor em renda fixa nada mais é que um credor de empréstimo”. O estrategista alerta que é importante entender as características de cada tipo de indexador, a fim de que o comprador seja capaz de alinhar sua expectativa com a entrega do título.

Entre os indexadores, isto é, os índices ou taxas de referências para o reajuste, há o pré-fixado e o pós-fixado na renda fixa.

Pré-fixado

Um papel pré-fixado é um título de renda fixa em que o investidor já sabe exatamente a taxa de retorno anual do título ao efetuar a compra. O indexador é imutável até o vencimento do título. “Por exemplo, um CDB com taxa pré-fixada de 15% ao ano irá retornar essa taxa ao cliente independentemente do cenário de juros futuros”, esclarece Leandro Vasconcellos, head da mesa de alocação da BRA BS/.

O risco deste tipo de título é uma alta na taxa Selic, fazendo com que o rendimento do título seja menor do que a inflação. Quem investiu em pré-fixado no ano passado, quando a Selic estava em 2%, acabou travando a rentabilidade numa taxa muito baixa, exemplifica Beto Saadia, planejador financeiro e especialista em alocação e fundos de investimentos da BRA/ BS.

Mas, como todo investimento, também há vantagens. Os títulos pré-fixados são os mais usados para quem deseja obter ganhos na renda fixa acima das taxas contratadas, por conta do fenômeno da marcação a mercado.

“Quando um investidor acredita que os juros vão cair, ele pode comprar um título pré-fixado para revendê-lo mais tarde com ágio. O risco dessa operação é o movimento dos juros ir no sentido oposto e o investidor ficar com um papel pagando menos do que as taxas de mercado”, afirma Leandro.

Pós-fixado

Já no pós-fixado há apenas o referencial do título, ou seja, não há certeza do quanto ele vai render, dado que a rentabilidade só é sabida de verdade no momento do resgate. 

Esse é o tipo de papel mais conservador do mercado, aponta o analista da mesa de alocação, tendo como vantagem a liquidez e a segurança. “Certamente, a maior desvantagem é não capturar todo o potencial de retorno do mercado”, acrescenta ele.

Geralmente, o pós-fixado é um percentual do CDI, a taxa referencial brasileira, decidida pelo Copom de acordo com a expectativa de inflação. “Um título que paga 100% do CDI, apesar de você não saber a rentabilidade, você sabe que ele vai ser exatamente igual ao que der o CDI no futuro”, complementa Leandro.

Quando e qual comprar?

“A chave para operar neste momento é ficar de olho nos ciclos de inflação e juros”, recomenda Leandro. Se a Selic está em tendência de alta, significa que o CDI estará cada vez maior ao longo do tempo, por isso os pós-fixados são mais indicados neste cenário. 

Já se os juros da economia estão caindo, é melhor comprar pré-fixados, pois é mais provável que no futuro as taxas estejam menores do que as atuais, complementa ele. 

“Quando a taxa Selic está muito alta, como agora, e há uma expectativa de começar a cair, é interessante que você trave essa taxa fazendo um pré-fixado”, afirma o planejador financeiro da BRA/ BS. Assim, o investidor mantém a mesma rentabilidade, impedindo que ela caia junto com o juros.

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