Ucrânia planeja operação de bandeira falsa em usina nuclear, diz Rússia; Kiev nega acusação

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A Rússia acusou a Ucrânia e o Ocidente de planejarem operação de bandeira falsa na usina nuclear de Zaporizhzhia como forma de “provocação” aos russos durante visita do secretário da ONU, General Antonio Guterres.

Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, rejeitou as declarações, dizendo que “ri cinicamente”. Ele complementou que as forças russas deveriam deixar a usina. 

“Existe uma solução. Você só precisa tirar [as munições] dos corredores, desminar os prédios, liberar o pessoal da fábrica das celas, parar de bombardear [a cidade do sul de] Nikopol do território [da usina] e deixar a estação”, escreveu no Twitter.

A usina foi ocupada logo após a invasão em fevereiro, há quase seis meses. O complexo de reatores nucleares de Zaporizhzhia, o maior da Europa, já foi alvo de repetidos bombardeios, com Moscou e Kiev trocando acusações.

De acordo com a Rússia, as forças ucranianas estão atirando de forma imprudente contra a região, mas Kiev diz que Moscou está usando, deliberadamente, o complexo do reatores como base para lançar ataques contra sua população.

A Rússia considerou “inaceitável” a proposta de Guterres de desmilitarizar a área ao redor da usina. O porta-voz do ministério das relações exteriores, Igor Konashenkov, disse a repórteres que Moscou está tomando medidas para garantir a segurança no complexo e negou que tenha implantado armas pesadas dentro e ao redor da Zaporizhzhia. No entanto, o ministério disse que tentará fechar a usina se o bombardeio continuar.

Yevgeny Balitsky, chefe da administração russa instalada na região disse anteriormente que havia o risco de os bombardeios danificarem o sistema de resfriamento do complexo do reator, e que a usina estava operando com apenas uma unidade.

Não está claro como o fechamento ocorreria, mas o ministério disse que duas das seis unidades da instalação da usina podem ser colocadas em “reserva fria”. Zaporizhzhia é responsável por um quinto da produção anual de eletricidade da Ucrânia.

A empresa estatal de energia nuclear ucraniana Energoatom disse que trancar as portas aumentaria o risco de “um desastre de radiação na maior usina nuclear da Europa”. Desconectar o complexo de geradores do sistema de energia da Ucrânia impediria que eles fossem usados ​​para manter o combustível nuclear resfriado, no caso de uma queda de energia na usina, afirmou a empresa no Telegram.

“Provocação”

A Rússia acusou a Ucrânia no que chamou de “manipuladores dos EUA” tentando encenar um “pequeno acidente” na usina para culpar Moscou. Segundo eles, o “acidente” pode envolver um vazamento de radiação e foi programado para coincidir com a visita do chefe da ONU, Guterres, que chegou a Lviv ontem (17) e deve visitar o porto de Odessa no Mar Negro amanhã (19).

Em apresentação, Igor Kirillov, chefe das forças de defesa radioativa, química e biológica da Rússia, disse que os sistemas de apoio da usina foram danificados como resultado do bombardeio. Ele apresentou um slide, mostrando que, em caso de acidente na usina, o material radioativo cobriria Alemanha, Polônia e Eslováquia.

Guterres, que se encontra com Zelensky hoje (18), pediu a suspensão de todos os combates perto da usina.

 

(Com Reuters)

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