O PMI de Serviços brasileiro recuou 3,1 pontos em julho para 50,2, indicando estagnação da atividade econômica e o nível mais fraco do indicador nos últimos 5 meses. O volume de novos negócios desacelerou e expandiu no ritmo mais lento desde março, com várias empresas citando uma retração na demanda e hesitação por parte dos clientes.
A atividade com o pior desempenho foi a de Imóveis e Serviços Comerciais, enquanto o líder de crescimento foram as Finanças e Seguros. As despesas operacionais dos provedores de serviços aumentaram novamente em meio aos custos mais altos de alimentos, combustíveis e salários.
Entretanto, a taxa de inflação caiu para uma das mais baixas em três anos e o índice sazonalmente ajustado ficou em linha com sua média de longo prazo, sinalizando a manutenção da inflação em patamares mais baixos, algo que beneficia o ciclo de cortes de juros do BC.
No mais, diante dos esforços para preencher vagas existentes, o emprego no setor de serviços registrou um aumento durante o mês de julho, mas a taxa foi apenas moderada e desacelerou para o nível mais fraco desde março, já que a grande maioria dos participantes da pesquisa manteve seu número de funcionários inalterado. Um fator que restringiu a criação de empregos foi a falta de pressão sobre a capacidade das companhias.
Por último, a confiança do setor diminuiu devido ao cenário político e econômico nacional. A inadimplência também foi uma das principais preocupações entre os participantes da pesquisa. A queda expressiva do PMI de Serviços é uma surpresa bastante negativa e que evidencia o momento ainda delicado da economia.
Por outro lado, vemos o início do ciclo de cortes de juros em ritmo mais acelerado, a manutenção da queda do desemprego e os programas do governo para negociação de dívidas como fatores positivos e que devem impulsionar a demanda no médio e longo prazo, bem como aliviar temores relativos à inadimplência, também contribuindo para melhorar as perspectivas dos produtores e prestadores de serviços.