As vendas no varejo americano cresceram 0,7% em julho ante junho, alta mais expressiva desde janeiro e que confirma o quarto mês consecutivo de expansão. Em relação a julho de 2022, a alta foi de 3,2%, maior alta desde fevereiro.
No período, os componentes de maior variação foram o varejo sem loja (1,9%), bens esportivos, hobbies, instrumentos musicais e livrarias (1,5%) e food services e lugares para beber (1,4%). Do lado negativo se destacaram as vendas de móveis (-1,8%), os eletrônicos e eletrodomésticos (-1,3%) e os veículos motorizados e partes (-0,3%).
A nova alta das vendas no varejo mostram a resiliência do consumo apesar da inflação e dos juros permanecerem altos. Outro fator que provavelmente impulsionou as vendas foi o Prime Day da Amazon, que costumeiramente ocorre em julho.
Diante de um cenário de manutenção dos juros em patamar recorde e a possibilidade de mais um ajuste antes do final do ano, esperamos ver a desaceleração do consumo nos próximos meses, mas existem fatores que atuam na contramão, como por exemplo o fato de que as condições financeiras dos americanos está melhorando apesar dos esforços do FED, e as expectativas de um “soft landing” da economia americana.