Casais que juntam as finanças são mais felizes. Então, por que mais não fazem isso?

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Pode não parecer algo tão urgente quanto conhecer os pais do(a) parceiro(a) ou pensar se devem começar uma família, mas juntar as finanças pode ter um grande impacto nas economias do casal. 

Casais que têm contas bancárias, cartões de crédito e investimentos conjuntos são mais felizes a longo prazo e descobrem que reunir recursos ajuda a abrir caminho para marcos financeiros tradicionais, como comprar uma casa e economizar para a aposentadoria. 

A afirmação é fruto do estudo “As consequências do consumo de casais que compartilham finanças”, comandado por Emily Garbinsky, professora de Marketing e cientista comportamental da Cornell University, e Joe Gladstone, professor de Marketing, que estuda decisões do consumidor, na University of Colorado em Boulder, publicado no Journal of Consumer Psychology

Então, por que mais casais não juntam suas finanças?

Em uma pesquisa da CreditCards.com feita neste ano, 43% dos casais disseram ter apenas contas bancárias conjuntas, 34%% têm uma mistura de contas conjuntas e individuais, e 23% mantêm suas finanças totalmente separadas.

A decisão, no geral, se resume a como as pessoas avaliam os riscos e as recompensas. Se um casal se separa, pode ser mais difícil desassociar as finanças conjuntas, e o dinheiro de uma pessoa pode ser perdido na dissolução do que é considerado “meu” versus “dele”.

Mas existem algumas vantagens em mesclar as contas, de acordo com a pesquisa de Emily e Joe. Segundo eles, casais que compartilham dinheiro também apresentam maior satisfação no relacionamento.  Além dos benefícios de ter acesso a um conjunto maior de ativos, combinar as finanças leva a um maior sentimento de responsabilidade, já que cada um pode observar mais de perto os hábitos de gastos e poupança do outro, apontou o estudo.

Os professores analisaram como as decisões relacionadas ao dinheiro dos parceiros individuais mudavam de acordo com a fonte dos gastos. Eles descobriram que quando a fonte era uma conta conjunta, as compras estavam menos propensas a serem feitas só por “prazer” e, em vez disso, recorriam a opções mais “úteis”. 

Em uma das experiências feitas, os participantes que usavam o dinheiro de uma conta conjunta optaram, na maioria das vezes, por comprar uma caneca de café – entendida como uma compra mais sensata – em vez de uma caneca de cerveja, que foi vista como a opção menos razoável.

“O modelo teórico básico é que as pessoas que gastam dinheiro de uma conta conjunta experimentam uma necessidade maior de justificar seus gastos. Por causa dessa necessidade de justificar, eles são mais propensos a comprar produtos utilitários”, favorecendo o funcional ao invés do divertido.

A pesquisa demonstrou que maior responsabilidade não significa maior conflito, disse Joe. “Talvez, de certa forma, quanto mais pudermos aumentar a transparência e a consciência do comportamento uns dos outros, isso pode manter todos mais coordenados e no caminho certo”, acrescentou.

Nem todo casal está pronto 

Nathan Gallagher, um garçom e bartender de 30 anos que mora no Brooklyn, ainda não compartilha uma conta bancária com sua namorada. Mas, todos os meses, os dois se sentam para conversar sobre suas respectivas contas, despesas compartilhadas e o progresso financeiro que estão fazendo juntos como casal.

Eles dividem o aluguel e outras contas domésticas, e se um deles precisa de dinheiro durante um período de escassez, o outro não hesita em ajudar com os custos, disse Nathan.

“Estamos muito bem em fazer as coisas em nosso próprio ritmo, mas combinando nosso dinheiro, posso ver um passo que damos”, disse ele.

Para Jesse Cramer, gerente de relacionamento da Cobblestone Capital Advisors em Rochester, Nova York, a fala de Nathan mostra a variedade de maneiras pelas quais os casais mais jovens escolhem compartilhar as finanças.

Enquanto de um lado, você tem casais com finanças tão separadas que são como dois estranhos, no extremo oposto estão os casais que compartilham tudo, explica o gerente. 

Mas ele afirma que há também um caminho intermediário, e, segundo Jesse, esse é o que ele tem seguido.

Embora tenha planos de um dia compartilhar suas finanças com sua esposa, com quem se casou em setembro, eles ainda não abriram uma conta conjunta. Mesmo assim, os dois já tiveram conversas importantes sobre objetivos financeiros compartilhados. Eles concordam em discutir quando faz mais sentido dividir os custos e quando é melhor manter as compras separadas.

Quando se trata de compartilhar dinheiro com um parceiro, Jesse disse que realmente depende dos objetivos pessoais de um indivíduo e de sua própria tolerância ao risco. Pesar o que você ganha versus o que você perde é um cálculo muito pessoal, afirmou.

“Muitas pessoas têm traumas financeiros que trazem para os relacionamentos”, disse ele. “Como o dinheiro e os relacionamentos interagem é baseado na história pessoal de cada um com o dinheiro.”

Mas o benefício de combinar as finanças pode superar esses riscos, especialmente para aqueles com menos riqueza, disse o professor Gladstone.

“Se você tem uma renda mais baixa e depois junta, pode parecer muito mais dinheiro, enquanto se você tem duas pessoas realmente ricas e junta, você ainda é super rico”, disse a professora. Garbinsky.

 

(com Dow Jones Newswire)

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