Dia Mundial do Petróleo: De PETR4 a DMMO3, as melhores petrolíferas para operar

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Conhecido como “ouro negro”, o petróleo foi encontrado pela primeira vez em 1859, quando Edwin Drake furou o primeiro poço da commodity do qual se tem notícia. Hoje, o óleo é a principal fonte de energia do mundo, tem o dia 29 de setembro – Dia Mundial do Petróleo – para chamar de seu e seis companhias de exploração e refino listadas na bolsa de valores do Brasil. 

A Petrobras (PETR3; PETR4) é a mais conhecida e emissora dos papéis de maior liquidez, mas o setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da B3 também tem 3R Petroleum (RRRP3) e PetroRio (PRIO3) dentro do Ibovespa. Fora do índice, Enauta (ENAT3), PetroReconcavo (RECV3) e Dommo Energia (DMMO3) completam a lista das companhias de exploração e refino dentro do setor, que também inclui distribuidoras e produtoras de equipamentos e serviços. 

“A gente tem empresas com bastante crescimento”, define Felipe Ruppenthal, analista sênior na Eleven Financial. “Devido ao programa de desinvestimento da Petrobras, surgiu toda uma indústria, surgiu toda uma série de novas empresas para aproveitar campos maduros e repotencializar a produção”.

Dentro do índice 

À exceção da Petrobras, a 3R Petroleum é a petrolífera que mais deve se valorizar no longo prazo, de acordo com Júlio Borba, analista da Benndorf Research. “No entanto, para quem busca correr menos riscos, recomendo a PetroRio”, ressalva. As duas citadas ganharam destaque nos últimos dois anos, a ponto de entrarem para o Ibovespa em 2022 e 2020, respectivamente. 

“São empresas que aumentaram substancialmente sua produção nos últimos anos e têm grande aumento de produção esperado para os períodos seguintes, tanto por novas aquisições como pelo processo de revitalização dos ativos já adquiridos”, explica Júlio. 

Além da estrutura operacional, o analista destaca o amplo free float – percentual de ações disponíveis para negociação –, o volume médio de negociações diárias de ambas as companhias e o aumento do valor de mercado de ambas as companhias como fatores que levaram PRIO3 e RRRP3 à composição da carteira do Ibovespa. 

Ruppenthal também destaca a 3R como detentora do maior potencial de crescimento. “Foi a que adquiriu mais campos no programa de desinvestimento da Petrobras”, explica. “Foi a que fez a melhor compra desse programa de desinvestimentos, tanto em quantidade quanto em preço, e tem um potencial de crescimento muito forte”. RRRP3 é a top pick da Eleven no setor. 

Outsiders

A Dommo é o patinho feio dentre as produtoras de petróleo. A companhia é a antiga OGX Energia, de Eike Batista. “Ela produz pouquíssimo petróleo devido a uma pequena participação em campos operados pela PetroRio”, explica Júlio Borba. “E ela não é operadora, ela tem só um investimento desse camping em águas profundas”, completa Ruppenthal. 

O analista da Benndorf acrescenta que a Dommo está em processo de aquisição pela PetroRio “devido aos menores impostos que serão pagos por esta, decorrentes dos prejuízos acumulados da Dommo”.

Já a Enauta é uma das produtoras independentes de petróleo do Brasil, atualmente focada em águas profundas. “Ela tem a plataforma de Atlanta, que é o maior ativo dela, tem o Campo de Manati também, que é um campo de gás”, descreve o analista da Eleven. 

A empresa é precificada com desconto ante outras petrolíferas independentes. De acordo com Borba, tal se deve porque a ENAT “demonstrou uma evolução ruim de produção de petróleo comparada aos pares, tem uma gestão considerada abaixo da média pelo mercado e campos de extração que recorrentemente têm problemas operacionais”. Filipe Borges, analista técnico da Benndorf, menciona ENAT3 como o ativo mais volátil entre os pares.

Por fim, a PetroRecôncavo se destaca por focar as operações em campos em terra, sem atuação em águas profundas. O analista da Benndorf destaca a petrolífera como uma  produtora independente de muito sucesso nos últimos anos quanto à expansão de capacidade produtiva. RECV “conta com uma gestão considerada de qualidade e deve continuar crescendo a partir de futuras aquisições”, descreve.

Aos trades

De todas as ações, dentro e fora do índice, “não tem nenhuma ação agora que eu compraria nesse curto prazo para me posicionar”, declara Filipe Borges. No entanto, é justamente em DMMO3 que o analista enxerga maior potencial de valorização para os próximos meses, com base na análise gráfica.  

“Se romper o patamar de R$ 1,94, a gente tem um bom upside nessa ação até a o patamar ali de R$ 2,50 a R$ 3”. Filipe trabalha com alvos em R$ 2,85, R$ 3,45 e alvo final em R$ 4,87 para DMMO3. A resistência é R$ 3. 

Gráfico semanal de DMMO3 em 29 de setembro de 2022. [Fonte: Filipe Borges/TradingView]
Ainda no escopo da análise gráfica, Filipe destaca PETR4 como melhor escolha para operações de day trade, dada a liquidez do papel. “O book [de ofertas] tem mais participantes, então é mais fácil para você conseguir entrar e sair no nível de preço que você quer”. 

Quanto às operações de swing trade, de todos os papéis mencionados, “qualquer uma que gerar uma boa oportunidade é muito tranquilo para se operar”, analisa Filipe. O cenário muda quando se trata do longo prazo, para o qual todas estão travadas no que se refere aos gráficos. 

No mesmo quadro, o aspecto muda quando se fala em análise fundamentalista. Felipe Ruppenthal é otimista quanto à maior parte do setor. A Eleven tem recomendação de “compra” para RRRP3, PRIO3, RECV3 e ENAT3. Todavia, a casa mantém recomendação “neutra” para Petrobras, “muito mais devido ao cenário eleitoral, porque pode ter um desfecho bastante negativo para a companhia caso o Lula ganhe”. O analista comenta que o ex-presidente “tem diversas vezes manifestado que o preço da gasolina tem que ser em real, que não vai seguir a preço de paridade internacional”. 

Acredito que todas as ações do setor devem performar acima da média no longo prazo”, conclui Júlio Borba, sem descartar a importância de acompanhar o noticiário macroeconômico. 

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