É seguro investir na bolsa?

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Antes de começar: quanto à segurança no sentido de que ninguém vai sumir com o seu dinheiro, pode ficar tranquilo. Hoje em dia, todas as negociações são eletrônicas e fiscalizadas por órgãos reguladores para dar o máximo de segurança nesse aspecto.

Falando da rentabilidade dos seus investimentos, ou seja, se você vai ganhar dinheiro, tem muito conteúdo disponível sobre o assunto, mas me dá uma chance de explicar com as minhas palavras.

Como esse assunto é um pouco longo, vamos combinar uma coisa. Vou dividir o texto em 3 partes. Hoje, eu solto a primeira e, ao longo das próximas publicações, vou soltando as outras. Ok?

E, só para te deixar com um água na boca, essa vai ser a divisão:

1- Vamos entender o motivo pelo qual “as bolsas” tendem a se valorizar no longo prazo;

2- “A bolsa” anda em ciclos, assim como a economia. Para explicar melhor, peço licença para o Howard Marks (gestor dos bons) e ajuda para o Ray Dalio (outro gestor dos bons) para explicar;

3-  Armadilhas da bolsa. Vamos entender os principais motivos pelos quais as pessoas perdem dinheiro investindo na bolsa.

Não consigo imaginar o quanto você deve estar ansioso para ler tudo. Deve ser comparável com aquelas séries da Netflix que soltam a temporada e dividem entre parte 1 e 2: Stranger Things, Ozarks, La Casa de Papel, entre outras.

Enfim, vamos ao que interessa!

Parte 1 – Entendendo o motivo pelo qual “as bolsas” se valorizam

“As bolsas”, entre aspas. Porque, no mercado financeiro, medimos o desempenho da bolsa de valores de um país por meio de índices. 

Eles normalmente buscam medir como as ações das empresas de um determinado segmento se valorizam ou desvalorizam, mantendo uma proporção adequada às companhias “mais importantes” de acordo com sua composição. Essa segmentação não necessariamente tem que ser feita por país, pode ser por setor econômico, valor de mercado da companhia, entre outros.

Por exemplo, se a gente quer saber se a bolsa brasileira (país) está indo bem, a gente normalmente olha pro Ibovespa. Isso porque, “teoricamente”, o Ibovespa é composto pelas principais ações negociadas no mercado de capitais do Brasil, levando em consideração seus respectivos pesos, que são revisados periodicamente. Ou seja, as principais ações tem um peso maior do que as ações menos relevantes e muitas empresas que são negociadas na bolsa brasileira nem fazem parte do índice. Para você ter uma ideia, no momento em que escrevo esse texto, o Ibovespa tem quase 90 ações, de um universo de quase 500 empresas listadas aqui no Brasil.

O Ibovespa foi criado em 1968. Se puxarmos a maior cotação desse ano lá no site da B3, de 27 de dezembro, temos um valor de mercado de “expressivos” US$ 159,62. Bom, pegar essa base de comparação é até injusto, mas, hoje, a nossa bolsa em dólares vale algo em torno de US$ 22 mil. É uma extrema valorização no longo prazo.

Contudo, não vou entrar muito no mérito da nossa bolsa em dólar, até porque, como disse ali no início, vamos falar dos índices nas moedas de seus respectivos países.

Com isso, vamos olhar a cotação a partir de 1994, em reais (quando tivemos algum tipo de estabilidade da moeda e da inflação). Em praticamente qualquer período de 10 anos, você vai ver que a bolsa só se valorizou. Ou seja, se tivesse feito algum investimento passivo que acompanhasse essa valorização, teria se beneficiado.

Ibovespa, principal índice do Brasil, desde 1994 – plano real.

O mesmo acontece com o S&P 500, índice que acompanha as 500 principais ações negociadas nos EUA. O S&P, aliás, tem um histórico ainda maior!

S&P 500, principal índice dos EUA, desde 1862.

E essa valorização vai se repetir com diversos índices de bolsa de outros países do mundo.

DAX, principal índice da Alemanha, desde 1970.
MOEX, principal índice da Rússia, desde 1997.
Hang Seng, principal índice de Hong Kong, desde 1986.
IPC, principal índice do México, desde 1993.

Mas por que isso acontece?

No final das contas, é bem simples: crescentes lucros ou crescentes expectativas de lucros das principais empresas do mundo. Diversos fatores podem gerar esse aumento de lucro (ou expectativa de lucro), como melhorias operacionais, ganho de market share, a própria inflação… tudo isso pode aumentar o valor do lucro, o que faz com que o mercado perceba mais valor, pessoas comprem mais, elevando o preço das ações e, consequentemente, isso vai refletir no índice. 

Lembre-se que esses índices, na maior parte das vezes, são compostos pelas principais companhias. As companhias que vão ficando para trás acabam saindo do índice com o tempo.

Viu? Simples e faz total sentido, né?

Mas, por que será então que as pessoas não ganham dinheiro investindo na bolsa?

Esse é um assunto para a última parte desta série de sucesso para o TradeNews.

No próximo capítulo, falaremos sobre os ciclos da bolsa.

Até lá!

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