Falas de Haddad inflam cautela no mercado e ajudam na queda do Ibovespa

Meio de pregão

Mau humor interno contamina o Ibovespa nesta quarta-feira (22), em meio a crescentes preocupações com a situação fiscal do Brasil, que pode ensejar uma inflação maior e um juro básico também mais elevado, horas antes da divulgação do relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas pelo Ministério do Planejamento.

O clima de cautela que pairava sobre o mercado financeiro desde a abertura do pregão – reflexo da indisposição dos investidores em tomar risco antes da divulgação, às 15h, da ata do Federal Reserve – foi reforçado por comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

As afirmações trouxeram preocupação com o cenário fiscal e a possibilidade de afrouxamento na meta de inflação de 3% ao ano, classificada por ele como “exigentíssima”. 

No cenário corporativo, os papéis da Yduqs [YDUQ3] avançam mais de 3%, estendendo ganhos da véspera, com otimismo em relação ao guidance e aos pronunciamentos no Investor Day.

Por outro lado, as ações da Vale [VALE3] caem, indo em direção contrária à alta do minério de ferro na bolsa de Cingapura. Apesar disso, a decisão da Anglo American rejeitar nova oferta de compra da BHP pode ser positiva para a mineradora, pois o mercado teme que uma junção entre as companhias aumentaria a competição no setor.

Simultaneamente, os ativos da Rede D’Or [RDOR3] operam em forte queda perto de 5%. Num leilão realizado há pouco, o Carlyle praticamente zerou sua posição de cerca de 3,5% da Rede D’or. 

No setor de frigoríficos, os papéis da Minerva [BEEF3] e da Marfrig [MRFG3] caem, após a autoridade concorrencial do Uruguai não autorizar a compra de três estabelecimentos industriais de propriedade da Marfrig pela Minerva. A operação faria parte de uma venda de ativos de US$ 1,5 bilhão que aumentaria o domínio da Minerva sobre as exportações de carne bovina da América do Sul. 

Ao mesmo tempo, as ações da Hapvida [HAPV3] descem, apesar do Goldman Sachs elevar sua recomendação de neutra para compra e atribuir preço-alvo de R$ 5,70 para os papéis da companhia.

Os ativos da Suzano [SUZB3] também recuam, depois da empresa confirmar interesse nos ativos da International Paper, apesar de reiterar que, até o momento, inexiste qualquer acordo sobre uma potencial operação.

Fora do Ibovespa, os papéis da Americanas [AMER3] operam em alta. A companhia aprovou, em AGE, o aumento de capital social para no mínimo R$ 12,3 bilhões e máximo R$ 40,7 bilhões. Isso significa emissão de no mínimo 9,4 bilhões e no máximo 31,3 bilhões de novas ações ON, ao preço de R$ 1,30 cada. AGE também aprovou grupamento de ações de 100:1.

Já as ações da Sequoia [SEQL3] operam em queda, após a empresa concluir a reestruturação de dívidas bancárias com integralização de R$ 341 mi em debêntures pelos principais credores, e alongamento de R$ 107 mi para amortização até 2031, com carência de 3 anos para juros e 5 anos para principal. A empresa foca em retomar crescimento e rentabilidade.

Por fim, os ativos da BrasilAgro [AGRO3] caem. A empresa finalizou a compra da Companhia Agrícola Novo Horizonte, incluindo arrendamento de 4.767 hectares em Primavera do Leste, Mato Grosso. A transação de R$ 36,4 milhões foi condicionada à aprovação do Cade, informou a companhia na noite de ontem (22).

🇧🇷 Ibovespa -0,87% (126.300 pontos)

💵 Dólar +0,58% (R$ 5,14)

Commodities

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa, ampliando perdas das duas sessões anteriores, em meio a temores persistentes de que os juros nos EUA sigam nos elevados níveis atuais por mais tempo em função de pressões inflacionárias. 

Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência de junho avançou mais de 1,3%.

🛢 Brent/Julho -0,43% (US$ 82,53)

🛢 WTI/Julho -0,50% (US$ 78,27)

🇸🇬 Minério de ferro +1,33% (US$ 122,40)

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