Ibovespa opera em alta, no embalo de Fed e Moody’s

Meio de pregão

O Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira (02). O investidor local voltou do feriado com apetite a risco diante da combinação de um discurso mais leve do que o temido do Federal Reserve e com a melhora da perspectiva da nota de crédito do Brasil pela Moody’s. 

Além de manter ontem os juros em 5,25% a 5,50%, como previsto, o banco central americano descartou um aumento das taxas e anunciou a diminuição do ritmo mensal de redução do balanço a partir de junho. Já a agência de classificação de risco melhorou a perspectiva do rating Ba2 do Brasil, de “estável” para “positiva”. 

Ao mesmo tempo, a percepção dos investidores de um cenário fiscal interno ainda desafiador e expectativas pelo relatório oficial de empregos, o payroll, amanhã, moderam os ajustes, principalmente nos juros e Bolsa.

No cenário corporativo, as ações do Grupo Pão de Açúcar [PCAR3] avançam mais de 5%, após a empresa assinar acordo com o governo de São Paulo para mitigar as contingências fiscais da empresa no estado. O Bradesco BBI interpreta essa iniciativa como uma resposta às crescentes pressões sobre as empresas para resolverem suas pendências fiscais. 

Além disso, enxerga o acordo como uma estratégia de gestão financeira e governança corporativa por parte do GPA, reforçando o compromisso da empresa com a transparência e a responsabilidade corporativa. O banco considera a notícia positiva.

No setor das varejistas, os papéis da Arezzo [ARZZ3], Grupo Soma [SOMA3], Lojas Renner [LREN3], Casas Bahias [BHIA3], Magazine Luiza [MGLU3], Petz [PETZ3] e Alpargatas [ALPA4] operam em alta, reagindo a decisão da Moody’s, que elevou a perspectiva da dívida soberana do Brasil de estável para positiva.

O setor de frigoríficos também sobe, com ativos da Marfrig [MRFG3], BRF [BRFS3] e JBS [JBSS3] impulsionados pelo bom desempenho da subsidiária da JBS, Pilgrim’s Pride, que registrou lucro líquido de US$ 174,4 milhões e Ebitda de US$ 371,9 milhões, alta de 144,8% ante ano anterior.

Por outro lado, as ações da WEG [WEGE3] operam em forte baixa, após a empresa reportar lucro líquido de R$ 1,3 bilhões no primeiro trimestre de 2024, praticamente estável ante mesmo período do ano anterior. 

Segundo a companhia, o cenário de valorização do real frente ao dólar impactou negativamente a conversão das receitas do mercado externo, no qual vem reportando bom desempenho, especialmente, na frente de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD).

Ao mesmo tempo, os papéis do Bradesco [BBDC4] recuam, reagindo aos resultados do primeiro trimestre de 2024 e falas da administração do banco. O Goldman Sachs destaca “tendências suaves” no crescimento das receitas, particularmente na receita líquida de juros de clientes e de mercado, o que exigiria uma aceleração nos próximos trimestres para que o guidance seja cumprido.

Os ativos da Sabesp [SBSP3] também caem, após a empresa divulgar o relatório final do projeto de desestatização da companhia. Do lado negativo, o BTG Pactual menciona que a regra de partilha de eficiência de custos veio ligeiramente pior do que o esperado, já o Itaú BBA considerou misto.

O mercado ainda monitora que a Câmara Municipal de São Paulo deve votar, em segundo turno, o projeto de lei que autoriza a adesão da capital paulista à privatização, a partir das 15h.

Por fim, as ações da Embraer [EMBR3] descem, após a empresa negar ter plano para um “ciclo considerável” de investimentos no momento.

🇧🇷 Ibovespa +0,68% (126.782 pontos)

💵 Dólar -1,52% (R$ 5,11)

Commodities

Os contratos futuros do petróleo operam sem direção única. No noticiário, segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) pode estender cortes voluntários para além de junho. A Opep+ deve se reunir em 1° de junho, em Viena.

Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência de junho avançou mais de 1,5%.

🛢 Brent/Julho +0,04% (US$ 83,48)

🛢 WTI/Junho -0,32% (US$ 78,79)

🇸🇬 Minério de ferro +1,55% (US$ 117,25)

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