Ibovespa tem quinto pregão seguido de queda, pressionado por papéis de commodities e acompanhando pessimismo de NY

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O Ibovespa fechou em queda pelo quinto pregão consecutivo nesta sexta-feira (14), em linha com os principais índices acionários do exterior. A revisão para cima das expectativas de inflação nos Estados Unidos motivou um cenário de aversão ao risco nos mercados globais, enquanto a queda do preço de commodities, especialmente o petróleo e o minério de ferro, pressionou papéis de grande peso de negociação no índice brasileiro.

Apesar de demonstrar certo “fôlego”, em meio à publicação de resultados trimestrais positivos de bancos como o JPMorgan e o Citi, o impulso não foi mantido após a divulgação dos indicadores econômicos pela Universidade de Michigan. Para especialistas da SVN Investimentos, a volatilidade nos mercados internacionais reflete o elevado grau de incerteza global, refletida nos valores recorde atingidos pelo índice VIX (índice do “medo”) nesta semana.

O dólar fechou em alta, movimento motivado pelo cenário de aversão ao risco presente nos mercados ao redor do mundo. A provável manutenção da postura hawkish pelo Fed no aperto monetário nos Estados Unidos deve dar impulso à moeda do país nos próximos meses, enquanto incertezas em relação ao cenário eleitoral permanecem no radar dos operadores.

📊 Ibovespa 112.072,34 pontos (-1,94%)
💰 Volume R$ 25,1 bilhões
💵 Dólar R$ 5,3227 (+0,94%)

A Engie (ENGI11) foi a maior alta da sessão, destoando do setor elétrico e avançando 1,39%, após ter sua recomendação elevada de “underweight” para neutra pelo JPMorgan.

O setor bancário chegou a registrar avanço ao longo da manhã, apoiado pelo bom desempenho do setor financeiro nos Estados Unidos, em meio à divulgação de balanços positivos de instituições como o JPMorgan e o Citi. Ainda assim, o desempenho se inverteu à medida que o cenário de aversão ao risco tomou conta das bolsas de Nova York. Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) fecharam em queda de 0,11% e 0,86%, respectivamente, enquanto o Itaú (ITUB4) registrou leve alta, de 0,03%.

Na outra ponta do índice, destaque para as varejistas, que reagiram negativamente ao avanço das expectativas de inflação nos Estados Unidos e lideraram as quedas do pregão. Os papéis do setor são sensíveis às taxas de juros e tendem a ser pressionados pela perspectiva da manutenção de uma postura _hawkish_ do Fed. Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3) recuaram 11,18% e 8,45%, respectivamente, com Via (VIIA3) caindo 7,12%.

A B3 (B3SA3) chegou a liderar os ganhos, mas fechou em queda de 0,07%. Ontem, o Santander elevou a recomendação para os papéis da companhia de neutra para outperform, equivalente a compra, elevando seu preço-alvo para R$ 18,00.

A Minerva (BEEF3) também figurou entre as maiores quedas, com 6,37%, após registrar fortes ganhos na sessão de ontem. Para analistas da Terra Investimentos, a queda na projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para a importação de carne bovina da China no ano que vem motiva certa cautela no mercado, afetando o setor. Além da companhia, BRF (BRFS3) recuou 3,83%, enquanto Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) caíram 3,22% e 2,34%, respectivamente.

As petroleiras acompanharam o movimento da commodity de referência no mercado internacional e também recuaram, com destaque para Petrobras (ON) e PN (PETR4), que devolveram parte dos ganhos de ontem e fecharam em queda de 1,95% e 1,53%, respectivamente. A PetroRio (PRIO3) e a 3R Petroleum recuaram 2,87% e 5,81%.

A Vale (VALE3) fechou em queda expressiva, de 3,26%, na esteira da queda do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian. As mineradoras e siderúrgicas acompanharam o desempenho negativo e recuaram, com CSN Mineração (CMIN3), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) fechando em queda de 3,82%, 5,92% e 3,78%, respectivamente.

⬆️ Maiores altas do índice

🟢 ENGI11 +1,39%
🟢 ENEV3 +0,75%
🟢 CYRE3 +0,27%

⬇️ Maiores baixas do índice

🔴 MGLU3 -11,18%
🔴 AMER3 -8,45%
🔴 YDUQ3 -7,92%

(Com Agência Estado e BDM Online)

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