Os pedidos de bens duráveis americanos cresceram 0,2% em agosto, se recuperando da queda de 5,6% registrada em julho e superando com facilidade as expectativas do mercado de recuo de 0,5%. O núcleo do indicador, que exclui os itens de transporte, teve alta de 0,4%, também batendo as projeções de 0,1%.
No período, os equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes (1,1%) puxaram o resultado, seguidos pelo maquinário (0,5%), produtos fabricados de metal (0,5%) e computadores e eletrônicos (0,3%). Por outro lado, os bens de capital (-0,2%), equipamentos de transporte (-0,2%) e metais primários (-0,6%) contraíram.
Enquanto isso, os pedidos de bens de capital não defensivos excluindo aeronaves, um proxy de investimento dos negócios, teve alta de 0,9%, um repique em relação a queda de 0,4% registrada anteriormente.
Esse é o quarto mês consecutivo de alta do núcleo dos pedidos de bens duráveis, reforçando o sinal de resiliência do setor apesar da desaceleração da economia e da indústria. Dito isso, ainda mantemos perspectiva de contração nos próximos meses, causada pela greve dos trabalhadores do “Big Three” e pelos juros elevados e consequente perda de ritmo da demanda.
