Mesmo com o barril do Brent cotado abaixo de US$ 70, a Benndorf Research enxerga valor no fluxo de caixa da Prio [PRIO3], cujo custo de produção é próximo a US$ 8 por barril. A Benndorf Research recomenda compra do ativo, citando bom momento operacional e projeções agressivas para aumento da produção.
“Vemos a empresa bem posicionada para ampliar aquisições ou manter um programa agressivo de remuneração ao acionista, via proventos ou recompra de ações”, diz o relatório divulgado nesta sexta-feira (02), exclusivo para clientes da Nomos Investimentos.
O preço-alvo da Benndorf para PRIO3 é R$ 64, representando um potencial de 50% de alta. As projeções levam em consideração um valor do Brent próximo a US$ 70 por barril.
Histórico positivo
O histórico operacional recente da junior oil é animador. O custo de produção da Prio saiu de US$ 11 no quarto trimestre de 2022 (4T22) para US$ 7 no final do terceiro trimestre do ano passado (3T23), e a empresa atingiu a marca dos 100 mil barris por dia (bpd) em dezembro passado. O número supera a média registrada ao longo de 2023.
Tal nível de produção reflete “a consolidação no ramp-up e o ganho de escalada petroleira, sinalizando um crescimento de receitas ainda em 2023, com margens favoráveis para um 4T23 robusto”, diz a análise da Benndorf.
Apontando a dívida líquida de R$ 1,2 bilhão e alavancagem esperada de 0,6x para o consolidado em 2023, a casa vê a Prio com sólida posição financeira.
Vislumbre do horizonte
Para este ano, espera-se o início da construção do polo de Wahoo e o desenvolvimento e perfuração de novos poços em Albacora Leste. A expectativa é que Wahoo adicione mais 40 mil barris de óleo diário (bod) ao final do primeiro semestre
A projeção (guidance) de 2024 gira em torno de 130 a 150 mil barris de óleo equivalente (boe). Em termos de valuation, PRIO3 negocia hoje a 3,4x EV/Ebitda para 2024.
Como fator de risco, prossegue o relatório, o mercado acompanha de perto as deliberações quanto às certificações ambientais que devem ser emitidas pelo Ibama e destravar o avanço na operação do polo de Wahoo.
“Se houver uma demora acima das estimativas do mercado, o atraso no início da perfuração do poço pode comprometer o guidance de produção para 2024”. A reação do mercado seria potencialmente a penalização das ações da PRIO3.
No cenário macroeconômico, a persistência de dados econômicos que mostram resiliência da economia dos EUA pode comprometer o início do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), pressionando os mercados de commodities, em especial o petróleo.
Quanto às tensões no Oriente Médio em torno do conflito entre Israel e Hamas, há “potencial para sustentação no preço do petróleo nos mercados internacionais” acima dos US$ 70. Ademais, a Benndorf crê que a pressão sobre a oferta da commodity continuará, com os países da Opep+ ajustando seus níveis de produção para sustentar preços elevados.
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