O PMI Composto da Zona do Euro caiu pelo quarto mês consecutivo na prévia de setembro e retornou para o território contracionista ao registrar 48,9 pontos, mínima desde janeiro. O resultado indica uma queda de 2,1 pontos e ficou bem abaixo das perspectivas de 50,6.
A produção manufatureira apresentou o 18º resultado negativo seguido (44,5 x 45,8), influenciado principalmente pelos dados da Alemanha e da França. Simultaneamente, o setor de serviços perdeu bastante ritmo (50,5 x 52,9) em meio a um novo recuo na França, que pode ser relacionado ao fim dos Jogos Olímpicos de Paris.
Os novos negócios e os novos pedidos de exportação recuaram, a quantidade de pedidos em atraso diminuiu ainda mais e o número de cortes de empregos foi o maior desde dezembro de 2020. Além disso, a inflação de custos de insumos desacelerou para a mínima desde novembro de 2020 e os preços de venda tiveram a menor alta desde fevereiro de 2021.
O desempenho econômico dos países europeus continua se deteriorando rumo ao fim do ano e ainda é um problema que pode ser associado às principais potências regionais e, no caso da França, ao fim do impulso que as Olimpíadas deram à economia. Dito isso, em meio ao cenário de contínua deterioração da atividade e redução da inflação, bem como início do ciclo de flexibilização monetária nos Estados Unidos, vemos condições favoráveis para o Banco Central Europeu seguir cortando a taxa básica do bloco.