As vendas de casas usadas nos Estados Unidos dispararam 14,5% em fevereiro para 4,58 milhões. Quebraram, assim, uma sequência de 12 meses de contração, resultado surpreendente considerando que as expectativas eram de alta de 5% e as hipotecas americanas atingiram um dos maiores patamares desde os anos 2000 no mês passado. Na comparação com fevereiro do ano passado, entretanto, o indicador registrou queda de 22,6%.
No período, o preço mediano dos imóveis foi de US$ 363.000, uma queda leve de 0,2% em relação a fevereiro de 2022, encerrando uma sequência de 131 meses de altas consecutivas na comparação anual.
Finalmente, o estoque de casas usadas no final de fevereiro foi de 980 mil unidades, idêntico a janeiro e 15,3% maior que o registrado em fevereiro do ano passado.
O estoque atual representa oferta para 2,6 meses no ritmo atual de venda, nível ainda muito baixo e que pode voltar a pressionar os preços agora que o FED deve conter as altas de juros em função da instabilidade bancária no país e os consumidores devem voltar a entrar no mercado.
Por fim, entendemos que a crise bancária atual deve contribuir para a redução dos preços dos imóveis já que deve ter reflexos na economia real, mas ao mesmo tempo pode manter as hipotecas em patamares elevados já que espera-se uma redução do crédito, de modo que o mercado imobiliário deve oscilar ao longo dos próximos meses refletindo esses dois fatos.
No mais, a alta expressiva de fevereiro pode ser justificada pela queda dos preços dos imóveis e aumento dos salários em algumas regiões.